Recebendo a Promessa

Derek Prince
Published: 2010
Last Updated: Oktober 2026
Read Time: 14
As promessas de provisão de Deus são condicionais, e as Escrituras distinguem a riqueza concedida por Deus do uso indevido dela. O Salmo 34 e o Salmo 84 associam a provisão ao temor a Deus, à busca por Ele e a uma vida íntegra, enquanto Deuteronômio vincula a prosperidade à obediência à Sua voz.
Nas minhas duas cartas anteriores, Tocando na Fonte - Partes 1 e 2, eu apresentei uma lista de cinco princípios básicos relativos à provisão de Deus.
- A provisão de Deus está em Suas promessas.
- As promessas são nossa herança.
- As promessas de Deus são a expressão da Sua vontade.
- Todas as promessas de Deus estão disponíveis para nós através de Cristo.
- O cumprimento das promessas de Deus não depende das nossas circunstâncias, mas sim, de cumprirmos as condições de Deus.
Duas Promessas Específicas
Como aplicação prática destes princípios. Quero considerar duas promessas específicas de Deus, encontradas nos Salmos.
“Temei ao SENHOR, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem. Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao SENHOR de nada têm falta.” (Salmo 34:9–10) (ARC)
“Pois o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória. Nenhuma coisa boa ele reterá daqueles que andam retamente.” (Salmo 84:11) (KJF)
Ambas são promessas claras de que Deus fornecerá tudo de bom que Seu povo possa precisar. No entanto, antes de começarmos a reivindicar as promessas, vamos dar um passo lógico e examinar as condições. Negligenciar esta etapa é onde muitas pessoas se perdem. Eles dizem: “Oh, essa é uma linda promessa. Eu quero isso”, mas não param para examinar as condições. As promessas de Deus, pelo menos grande parte delas, são condicionais: “Se você fizer isso, eu farei aquilo”.
É claro que existem algumas promessas incondicionais de Deus. Por exemplo, “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne” (Atos 2:17). Outra delas é a promessa de Deus a respeito da restauração de Israel. Estas são promessas incondicionais de Deus relacionadas a um tempo determinado. Existem algumas promessas que Deus fará incondicionalmente quando Lhe convier. No entanto, a maioria das promessas de Deus são condicionais.
As Condições
Antes de reivindicarmos as promessas contidas nos versículos acima, precisamos fazer uma análise bíblica simples para descobrir as condições que estão associadas às promessas, tendo em mente que só os que cumprem as condições recebem o que foi prometido. Combinando as duas passagens, descobrimos que há três condições simples declaradas nos versículos acima. Você consegue identificá-las?
Devemos:
- Temer ao Senhor.
- Buscar ao Senhor.
- Andar retamente.
Desde que cumpramos essas três condições, então as Escrituras dizem que Deus não negará nenhuma coisa boa de nós. Não é emocionante?
No entanto, ainda é necessária uma análise mais aprofundada no domínio da lógica. A palavra-chave nessas promessas é “boa”. O Senhor não negará nenhuma coisa boa aos que atendem às Suas condições. Baseados nessas promessas, antes de decidirmos se algo que reivindicamos de Deus é uma “coisa boa”, ou não, precisamos nos fazer mais duas perguntas.
Em primeiro lugar, a coisa é boa em si mesma? Ou (para usar a terminologia filosófica) a coisa é absolutamente boa? Esta é a invariável da situação. Uma coisa que é absolutamente boa é sempre boa.
Em segundo lugar, porém, precisamos perguntar: a coisa é boa para mim na minha situação em particular? Para usar mais uma vez a terminologia filosófica, a coisa é relativamente boa? Esta é a variável da situação. Algo que, em si, é bom pode não ser bom para nós na nossa situação em particular. Em outras palavras, pode ser absolutamente bom, mas não relativamente bom.
Esta distinção entre o que é absolutamente bom e o que é relativamente bom deve ser examinada à luz do assunto em questão. Como as Escrituras avaliam riqueza, abastança, abundância e prosperidade? Em si, essas coisas são ruins? Ou elas são absolutamente boas?
É muito importante que nos façamos esta pergunta e que encontremos uma resposta que seja ao mesmo tempo objetiva e bíblica. Os cristãos, no geral, têm uma atitude religiosa de achar que coisas boas não podem ser coisas que nos dão prazer. Coisas que dão prazer são certamente ruins. Essa atitude foi incutida em nós quando crianças em relação aos medicamentos que éramos obrigados a tomar: quanto pior o sabor deles, mais bem faziam para você!
Sei algo sobre isso por experiência própria. Quando o Senhor me salvou e me batizou no Espírito Santo, foi bastante difícil mudar um certo padrão de pensamento que era assim: “Se você vai ser cristão, prepare-se para ser infeliz”. Certa vez ouvi Pat Boone dar um testemunho semelhante. Quando estava no ensino médio, ele chegou à conclusão de que se ele se tornasse um cristão comprometido, isso significaria setenta anos de miséria e, no final, o céu. E ele não tinha certeza de que o céu valeria setenta anos de miséria!
Bom ou Ruim?
As questões que quero colocar nesta carta são: “A pobreza é boa ou ruim?” “As riquezas são boas ou ruins?” Em vez de uma resposta baseada em emoções ou na tradição religiosa, quero uma resposta lógica, objetiva e bíblica – uma resposta que tenha um efeito decisivo na forma como vivemos. Se as riquezas são más, devemos nos dissociar delas e não nos envolvermos em qualquer atividade ou processo que possa gerar riqueza. No entanto, tenho certeza que as Escrituras dão clara e consistentemente a resposta oposta: riquezas são, na sua essência, absolutamente boas. Existem inúmeras passagens bíblicas que poderíamos usar para apoiar esta conclusão, mas devo me contentar com apenas algumas.
A primeira passagem é Apocalipse 5:12. Neste versículo os anjos e os seres viventes e todas as hostes do céu estão falando algo. Eles expressam o consenso unânime de todo o céu e a sua avaliação é absoluta e imutável. Em voz alta, eles estão dizendo:
“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.”
Minha convicção é de que cada um desses sete itens é essencialmente bom e todos pertencem por direito eterno ao Senhor Jesus Cristo. O segundo mencionado é a riqueza. Vejamos os outros: poder, sabedoria, força, honra, glória, bênção. Isso coloca riqueza em boa companhia, não é? Todos esses sete itens são, em essência, absolutamente bons.
Por outro lado, quase todos eles podem ser mal utilizados e abusados. Obviamente, o poder pode ser mal utilizado e abusado, e muitas vezes é isso mesmo que acontece. Força, riqueza, sabedoria — elas também podem ser mal utilizadas. Acredito que Salomão é um exemplo de homem que teve uma sabedoria tremenda e a usou mal, pois acabou na idolatria. O fato de algo ser absolutamente bom em si não significa que não possa ser abusado ou mal utilizado. Mas seríamos muito tolos se recusássemos a coisa simplesmente porque existe a possibilidade de haver abuso.
E, no entanto, esta é uma das táticas favoritas de Satanás: fazer-nos recusar algo bom porque vimos que aquilo já havia sido utilizado para o mal. Por exemplo, trabalhei na África Oriental durante cinco anos com uma organização missionária pentecostal sediada no Canadá. Depois de um ano ali, percebi que eles quase nunca exerciam quaisquer dons do Espírito. Então perguntei: “Por que não temos nenhum dom do Espírito em operação?” Eles responderam: “Oh, no Canadá eles foram mal utilizados”. Mas isso não é lógico! E daí se eles foram mal utilizados? Isso significa que não podemos mais usá-los?
Se isso for motivo suficiente para não aproveitarmos a provisão de Deus, então não nos restará nada de bom, porque o diabo sempre pode encontrar pessoas para fazer mau uso de qualquer coisa boa. No entanto, multidões de cristãos são influenciados por este tipo de raciocínio, ao ponto de já não se apropriarem do que é bom e do que é seu por direito, porque alguém fez mau uso disso ou daquilo. Pelo meu ver, não posso aceitar tal raciocínio. Não importa se o mundo inteiro faz mau uso das riquezas! Se for bom, eu quero! Da mesma forma para as outras coisas que o versículo apresenta: sabedoria, poder, força, honra, glória ou ação de graças.
A Fonte é Deus
Um fator importante na avaliação de algo é determinar sua origem. Em 1 Crônicas 29:12, Davi está orando ao Senhor e diz muito simplesmente: “E riquezas e glória vêm de diante de ti”. Qual é a fonte primordial de riqueza e glória? O próprio Deus!
Precisamos nos apegar a este fato bíblico: Deus é a fonte suprema de riquezas e glória. Qualquer coisa que venha por parte de Deus deve ser boa em si mesma. Há muitas outras passagens em Crônicas que confirmam isso, mas não as examinaremos aqui. Em vez disso, veremos um texto paralelo em Deuteronômio 8:18:
“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais.”
É Deus quem nos dá poder para obter riqueza. Muitos homens abusam desse poder, mas ele vem de Deus. Por que Deus dá isso ao Seu povo? “Para confirmar a Sua aliança.” Faz parte do compromisso da aliança de Deus com o Seu povo. Portanto, concentremo-nos na fidelidade de Deus em cumprir a sua aliança, em vez de na infidelidade dos homens que muitas vezes abusam do poder que lhes foi dado por Deus.
Quando olho para as pessoas ricas, fica evidente para mim que isso não depende só do seu nível de educação. Muitas pessoas instruídas fracassam financeiramente, enquanto outras, que nem sabem escrever o nome direito, tornam-se muito ricas.
Li num jornal a história de um homem na Grã-Bretanha que não sabia ler nem escrever, então se candidatou a um emprego como zelador. Eles disseram: “Você é perfeito para o trabalho. Basta assinar seu nome neste formulário de inscrição.” Mas ele disse: “Não consigo assinar meu nome – não sei escrever”. Então eles lhe recusaram o emprego.
Tendo sido rejeitado como zelador, ele começou a vender charutos. O resultado foi que ele se tornou um milionário. O homem do jornal, durante a entrevista, comentou: “Isso não é notável? Você não consegue nem assinar seu próprio nome e se tornou um milionário. Ora, pense no que você seria se pudesse assinar seu nome!” A isso o homem respondeu: “Eu seria zelador!”
Se você começar a pensar nas pessoas ricas que conhece, descobrirá que a riqueza não está necessariamente relacionada ao grau de educação delas. As pessoas mais improváveis ficam ricas. Sem dúvida, existem alguns princípios gerais que se aplicam. No entanto, a capacidade de obter riqueza não deve ser explicada baseando-se puramente em termos naturais. Em última análise, sua fonte é Deus.
O Fator Obediência
Isso nos leva a um princípio básico que é consistentemente enfatizado em todas as Escrituras: a obediência a Deus traz prosperidade e abundância. Considere, por exemplo, o que Deus diz em Deuteronômio 28. Este capítulo está dividido em duas partes. A primeira parte, versículos 1 a 14, lista as bênçãos que acompanham a obediência a Deus. A segunda parte, versículos 15 a 68, lista as maldições que seguem a desobediência a Deus. Em seguida veremos ambos: primeiro as bênçãos e depois as maldições.
Mas antes de fazermos isso, precisamos entender o primeiro e essencial requisito da própria obediência. Isto é afirmado nas palavras iniciais do capítulo:
“Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus” (Deuteronômio 28:1 ARA).
A obediência começa com ouvir a voz de Deus. Por outro lado, vemos no versículo 15, o primeiro da lista de maldições, que a desobediência começa precisamente com o oposto: “Se não deres ouvido à voz do Senhor teu Deus” (ARA). Aqui, então, está o ponto em que os dois caminhos se dividem.
O caminho para todas as bênçãos começa quando ouvimos a voz de Deus; o caminho para todas as maldições começa quando não ouvimos a voz de Deus.
O mesmo princípio permeia todas as Escrituras. Em Jeremias 7:23 (KJF), o Senhor diz a Israel o que Ele, como seu Deus, exige deles:
“Obedecei minha voz e eu serei vosso Deus, e vós sereis meu povo”.
O que caracteriza o povo de Deus? Simplesmente isto, que eles obedeçam à Sua voz. Este mesmo princípio é transportado, sem nenhuma alteração, para o Novo Testamento. Jesus diz: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:27 KJF). Aqui está a marca essencial daqueles que realmente pertencem a Jesus: eles ouvem Sua voz e, portanto, O seguem. Em última análise, tudo depende se ouvimos ou não a voz de Deus.
Agora vamos dar uma olhada na lista de bênçãos que vem pela obediência, começando em Deuteronômio 28:2 (NVI):
“Todas estas bênçãos virão sobre vocês e os acompanharão, se vocês obedecerem ao Senhor, o seu Deus: Vocês serão abençoados na cidade e serão abençoados no campo. Os filhos do seu ventre serão abençoados, como também as colheitas da sua terra e os bezerros e os cordeiros dos seus rebanhos. A sua cesta e a sua amassadeira serão abençoadas. O Senhor enviará bênçãos aos seus celeiros e a tudo o que as suas mãos fizerem. O Senhor, o seu Deus, os abençoará na terra que lhes dá. O Senhor lhes concederá grande prosperidade, no fruto do seu ventre, nas crias dos seus animais e nas colheitas da sua terra, nesta terra que ele jurou aos seus antepassados que daria a vocês. O Senhor abrirá o céu, o depósito do seu tesouro, para enviar chuva à sua terra no devido tempo e para abençoar todo o trabalho das suas mãos.” (Versículos 2–5, 8, 11–12)
Observe como as frases usadas são abrangentes: “tudo o que as suas mãos fizerem”, “todo o trabalho das suas mãos”. A mesma fraseologia abrangente é repetida em Deuteronômio 29:9 (NVI):
“Portanto, obedeçam aos termos desta aliança, para prosperarem em tudo que fizerem.”
As bênçãos prometidas estão na proporção exata da obediência exigida. Obediência total traz bênção total. Nenhuma área de nossas vidas está excluída. Não há espaço para fracasso, frustração ou derrota. Não há espaço para nada além do sucesso.
Agora vamos examinar brevemente o oposto: as maldições pela desobediência.
“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, (...) então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão” (Deuteronômio 28:15).
Já vimos que o ponto em que nos afastamos de Deus é o momento em que paramos de ouvir a Sua voz. Se rastrearmos a história de homens, tribos ou nações que se afastaram de Deus, vemos que sempre começa a partir do momento em que param de ouvir a voz de Deus. Muitas vezes o começo é sutil e difícil de detectar. Ainda podemos manter as aparências em relação aos mandamentos de Deus por muito tempo depois de realmente termos parado de ouvir. Mas se rastrearmos nossos problemas até a origem, vamos ver que eles começaram quando paramos de ouvir a Deus.
A lista de maldições é muito longa, mas uma que se aplica particularmente ao nosso assunto está no versículo 29: “Apalparás ao meio-dia, como o cego apalpa na escuridão, e não prosperarás nos teus caminhos”. A Bíblia é consistente em relação a tudo que aborda. Assim como a prosperidade é uma bênção, não prosperar é uma maldição. Este aspecto da maldição é descrito novamente de forma mais completa nos versículos 47 e 48:
“Porquanto não serviste ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de coração, pela abundância de tudo.” (Versículo 47)
Vamos fazer uma pausa aqui por um momento e observar que este versículo declara a vontade positiva de Deus para o Seu povo – que O sirvamos com alegria e bondade de coração pela abundância de tudo. No entanto, se através da incredulidade e da desobediência não entrarmos na vontade positiva de Deus, então a alternativa negativa é apresentada diante de nós no próximo versículo:
“Assim servirás aos teus inimigos, que o Senhor enviará contra ti, com fome e com sede, e com nudez, e com falta de tudo; e sobre o teu pescoço porá um jugo de ferro, até que te tenha destruído.” (Versículo 48)
Veja esta lista por um momento: fome, sede, nudez e necessidade de todas as coisas. Imagine isso. Sem comida, sem bebida, sem roupas, nada. Vamos resumir isso tudo numa palavra só: pobreza! Na verdade, eu diria: pobreza absoluta. O que é isso: uma maldição ou uma bênção? A resposta é: a pobreza absoluta é uma maldição.
Na minha próxima carta desta série, “Satisfazendo as Condições” examinaremos a forma como Jesus lidou com a maldição da pobreza em nosso favor, para que possamos ficar totalmente livres dos seus efeitos.

Unduh Gratis
Surat Pengajaran ini tersedia untuk diunduh, dicetak, dan dibagikan bagi keperluan pribadi atau gerejawi.
Unduh PDFKode: TL-L074-100-PO2













