Caminhando pela Terra das Promessas de Deus (Parte 4)

Derek Prince
Published: 2016
Last Updated: அக்டோபர் 2026
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A paz de Deus protege a mente quando os crentes se reconciliam com Ele por meio de Jesus. Derek Prince identifica a acusação, o medo, a falta de perdão e a rebelião como brechas para o tormento mental. Ele ensina que submeter-se a Deus, resistir ao diabo, orar com gratidão e concentrar-se no que é verdadeiro levam à paz duradoura.
Paz Mental
Em nossa série atual, “Caminhando pela Terra das Promessas de Deus”, nosso foco tem sido lidar biblicamente com problemas que surgem com certa frequência em nossas vidas. Ao longo desses ensinamentos, busco demonstrar maneiras práticas de lidar com as questões da vida, localizando e reivindicando as promessas específicas da Palavra de Deus que são apropriadas para cada situação em particular. Este capítulo trata de uma das aflições mais comuns de nossa época — o problema do tumulto ou da confusão mental. Nesta carta, espero mostrar como você pode desfrutar de uma verdadeira paz de espírito.
A Necessidade de Libertação
Desde o início, precisamos entender que, em nossa cultura contemporânea, estamos expostos a muitos tipos diferentes de pressões que parecem estar aumentando a cada dia que passa. Aqui estão alguns exemplos.
Uma forma comum de pressão é a pressão dos colegas - ou seja, a pressão para se conformar e ser como o resto do grupo, seja de uma faixa etária ou de um grupo social. Por exemplo, as crianças na escola se sentem pressionadas a fazer o que todas as outras crianças estão fazendo. Elas usam palavrões simplesmente porque todo mundo está fazendo isso, fumam maconha e se conformam de diversas maneiras só para não ser alvo de destaque dentro do grupo.
Esse mesmo tipo de pressão dos colegas continua à medida que crescemos na vida. Na sociedade adulta, isso não é diferente. Há uma pressão quase incessante entre os adultos para ser como os outros, ou ainda mais, para acompanhar os outros, geralmente de maneira contrária à nossa própria natureza interior e da nossa verdadeira personalidade.
Outro tipo de pressão é a financeira, ganhar dinheiro suficiente para satisfazer nossos desejos materiais e reservar o suficiente para garantir nossa aposentadoria. Parece haver uma pressão contínua para conseguir mais dinheiro. Na verdade, não importa quanto as pessoas ganham porque parece que nunca é o suficiente.
Batalhando Pela Vida e Pela Saúde
Existem também algumas pressões mais básicas, como a pressão para sobreviver. Cada um de nós enfrenta uma luta constante contra doenças e enfermidades. Muitas pessoas foram diagnosticadas com alguma doença que provavelmente pode ser fatal, criando essencialmente a pressão de uma sentença de morte sobre elas. Esta é uma das formas mais pesadas de pressão que uma pessoa pode enfrentar.
Nesses casos, muitas vezes há uma voz interior que mantém um fluxo constante de pensamentos ameaçadores, acusadores ou atormentadores. É importante entender que onde há uma voz, há uma pessoa por trás da voz. A presença de uma voz indica a presença de uma pessoa.
Se a voz que estamos ouvindo nos acusa ou nos atormenta, podemos ter certeza de que a pessoa por trás da voz é Satanás. Tenha em mente que o diabo é chamado de acusador. Quando você tem uma voz acusadora em sua mente - uma que o impulsiona e incita - você pode ter certeza de que o diabo está em ação.
Ataques Comuns
O adversário se utiliza de várias formas de acusação contra a mente das pessoas. Uma acusação comum é: Deus não ama você. O resultado final de acreditar nessa acusação é sentir-se rejeitado e solitário. Você começa a sentir que Deus parece ter um plano para a vida de todo mundo, menos para a sua. Outra acusação é: você sempre será um fracasso. Às vezes, essas palavras são repetidas por pessoas próximas a nós — talvez um pai ou uma esposa. A mensagem deles é clara e constante: “Você falhou tantas vezes que simplesmente não há outra opção para você na vida a não ser o fracasso”.
Outro pensamento atormentador é: você não está funcionando bem da cabeça. Nas sessões de aconselhamento, fico surpreso com a quantidade de pessoas que ouvem uma voz falando isso para elas e fazendo-as pensar que só porque alguma pessoa da sua família ficou desequilibrada mentalmente, elas poderão ficar assim também. Esta é uma forma agonizante de tormenta.
Há também ataques associados à dor física e aos sintomas de uma doença. Uma pessoa pode ser atormentada por pensamentos de que uma certa dor é causada por câncer, embora não haja nem traços da doença em seu corpo. É bem provável que não haja nada de errado com você. No entanto, você está tão abalado e assustado com a dor que não consegue se levantar e desafiar esses pensamentos irritantes.
“O Que Eu Temia…"
Jó foi um personagem da Bíblia que passou pelo tipo de tormenta mental de que estamos tratando nesta carta. Ele resumiu o processo de forma muito vívida e sucinta.
“O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu. Não tenho paz, nem tranquilidade, nem descanso; somente inquietação”. (Jó 3:25–26, NVI)
O que Jó disse é verdade para um incontável número de pessoas em nossa civilização contemporânea. “O que eu temia veio sobre mim.” O medo pode abrir a porta para a condição que você teme. Uma das possíveis causas do câncer em algumas pessoas é simplesmente seu próprio medo mórbido do câncer. Da mesma forma, um fator-chave para a insanidade nas pessoas é o próprio medo de perder a cabeça. O diabo usa o medo como uma alavanca para trazer dificuldades adicionais sobre nós: “O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava aconteceu comigo. Não tenho paz, nem sossego. Não tenho descanso, mas apenas inquietação”.
Essa é a sua condição? Isso descreve aquilo que você sente? Nesse caso, quero que saiba que existe um remédio. Para nos valer do efeito desse remédio precisamos reconhecer qual porta Satanás está usando para entrar em nossas vidas.
Existem várias portas, mas vou citar apenas duas das mais comuns: A primeira porta é o ressentimento e a falta de perdão. É comum sentir-se ressentido e implacável com alguém, geralmente uma pessoa próxima a nós: um pai, uma esposa, um filho, um vizinho ou um ministro de uma igreja. A segunda porta é uma atitude de rebelião para com Deus. Nossa rebelião pode ser contra a sociedade ou a autoridade humana. Mas, em essência, é rebelião contra Deus - uma recusa em se submeter ao justo governo de Deus.
Fechando a Porta
Tendo entendido qual porta está aberta, o remédio começa fechando a porta. Se a porta é ressentimento e falta de perdão, então temos que perdoar quem quer que seja essa pessoa. Temos que abandonar nossa amargura e ódio. Na Oração do Senhor, Jesus diz:
“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6:12)
Não temos o direito de pedir a Deus que nos perdoe se não estamos dispostos a perdoar os outros. Deus nos perdoará na mesma medida em que perdoarmos os outros. Jesus disse:
“Seu Pai celestial os perdoará se perdoarem aqueles que pecam contra vocês. Mas, se vocês se recusarem a perdoar os outros, seu Pai não perdoará seus pecados.” (Mateus 6:14–15, NVT)
Se queremos o perdão de Deus, temos que perdoar os outros. Deus estabeleceu esse requisito e ele não vai mudá-lo. Lembre-se, o perdão não é uma emoção – é uma decisão. De certa forma, é rasgar a nota promissória de alguém que está devendo para você. A maneira de fechar a primeira porta é perdoar as outras pessoas.
Se o seu problema é rebelião, e especialmente rebelião contra Deus, a maneira de fechar essa porta é se submeter a Deus. Novamente, é uma decisão de sua vontade. Vemos isso no que Tiago diz no capítulo 4, versículo 7:
“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tiago 4:7)
Você não pode resistir ao diabo enquanto estiver resistindo a Deus - porque Deus é o único que pode lhe dar a fé, a força e a graça de que você precisa para resistir ao diabo. Então, se o diabo está atormentando a sua vida, submeta-se a Deus. É uma decisão de sua vontade. Abandone sua rebelião contra Deus dizendo: “Deus, eu me submeto a Ti completamente. O Senhor é o meu Criador e o que comanda todo esse universo. Eu me submeto à maneira como o Senhor lida com a minha vida. Estou disposto a fazer tudo o que o Senhor exigir de mim.” Nesse ponto, você tem o direito de pegar a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, e expulsar o diabo de sua vida - assim como Jesus fez quando o diabo veio a Ele na tentação do deserto. Jesus lhe respondia todas as vezes: "Está escrito... está escrito... está escrito..."
Jesus se submeteu a Deus; portanto, Ele podia resistir ao diabo. Se você se submeter a Deus como Jesus fez, então você também tem o direito de resistir ao diabo. Você tem o direito de dizer a essas vozes: “Não vou mais escutá-lo. Satanás, saia da minha vida! Estou entregue a Deus. Eu pertenço a Deus. Você não tem poder sobre mim! Todas as alegações feitas contra mim foram resolvidas pela morte de Jesus na cruz. Agora eu resisto a você e ordeno que você se afaste de mim”.
Paz com Deus
Até agora, lidamos com nossa necessidade de sermos libertados do tumulto mental. Mas qual é o resultado final dessa libertação? A resposta é: verdadeira paz de espírito.
Depois de nos libertarmos do tumulto mental, precisamos aprender a desfrutar da verdadeira paz de espírito. Esses dois se encaixam em lados opostos de uma única moeda - de um lado, há a tormenta mental, que é negativo. Do outro lado, há a verdadeira paz de espírito, que é positivo.
A primeira e mais importante paz de espírito de que precisamos é saber que temos paz com Deus. Não há como ter a verdadeira paz que permanece sobre nós a menos que haja um relacionamento correto com o Deus Todo-Poderoso. A Escritura diz em Isaías: “Não há paz para os ímpios”. Não há paz para aqueles que se opõem a Deus ou cujas vidas não estão sujeitas aos requisitos de Deus. Portanto, devemos primeiro ter certeza de que nos reconciliamos com Deus. Paulo disse em Romanos:
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1)
No versículo 11, de Romanos 5, Paulo afirma que por meio de Jesus nós “alcançamos a reconciliação”. A palavra reconciliação indica a necessidade de acertarmos as coisas com Deus. Por nossa natureza carnal e nossa vida pecaminosa, estamos em guerra com nosso Deus Todo-Poderoso. Precisamos aceitar a reconciliação que Deus nos oferece por meio de Jesus. Nosso Salvador pagou a penalidade total e final por nossos pecados com Sua morte para que pudéssemos nos reconciliar com Deus.
Quando nos reconciliamos com Deus e recebemos a promessa do Seu perdão, Paulo diz que somos justificados pela fé. Como resultado, agora temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. A palavra “justificado” é uma palavra importante. Poderia ser interpretado: ser absolvido, não ser mais considerado culpado ou que foi feito justo. Quando cremos em Jesus e em Sua morte em nosso lugar, Sua justiça é imputada a nós com base em nossa fé. Se você achar difícil de acreditar, diga as seguintes afirmações repetidas vezes:
“Pela morte de Jesus, sou justificado, como se nunca tivesse pecado. Eu tenho paz com Deus. Deus não tem nada mais contra mim. Eu fui absolvido.”
Esta verdade é a grande base para a paz mental. Uma vez que sabemos disso, temos Deus do nosso lado - e isso faz toda a diferença na vida.
Deus É Por Nós
Paulo expressa essa confiança que podemos ter em Romanos 8:31-32:
“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?”
O versículo 31 faz uma pergunta excelente. Quem será contra nós se Deus é por nós? Alguém expressou isso de uma forma muito verdadeira: um mais Deus é a maioria em qualquer situação.
Se Deus esteve disposto a entregar Jesus - Seu tesouro mais precioso, Seu Filho unigênito - então podemos ter a certeza de que um amor como esse não vai reter nada de nós. Se Deus não reteve de Si mesmo Seu próprio filho Jesus, Ele jamais vai reter qualquer bem de nós. Deus está do nosso lado. Ele é por nós. Os recursos do céu estão à nossa disposição. Essa é a verdadeira base para a paz mental.
Uma vez que compreendemos pela fé que fomos reconciliados com Deus – que somos justificados, feito justos como se nunca tivéssemos pecado, então podemos prosseguir para receber a provisão completa de Deus para nossa paz mental.
Paulo nos explica claramente esta provisão em Filipenses:
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6–7)
Observe esta bela frase: “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. Deixar sua mente vazia e desprotegida pode permitir a entrada de más influências ou pressões. Portanto, você deve preenchê-la com a paz de Deus — e essa paz protegerá sua mente. A palavra grega para guardar significa “defender sua mente”. Você deve proteger sua mente, defendendo-a contra as pressões malignas ou contra influências atormentadoras que buscam acesso a ela. Vamos agora discutir alguns passos específicos para proteger nossas mentes.
Quatro Etapas Específicas
Afirmamos esta maravilhosa promessa de que “a paz de Deus... guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” No entanto, para reivindicar a promessa, devemos cumprir as condições associadas a ela. A primeira condição: renunciar à ansiedade. “Não andeis ansiosos por coisa alguma.” Toda vez que a ansiedade começar a invadir sua mente, recuse-a. Diga: “Sou justificado, como se eu nunca tivesse pecado. Deus não tem nada contra mim. Eu tenho paz com Deus. Deus está do meu lado. Todos os recursos de Deus estão disponíveis para mim. Eu me recuso a ficar ansioso. Não é sensato e nem mesmo lógico ficar ansioso quando acredito em tudo isso.”
A segunda condição: orar por tudo. Provavelmente estamos familiarizados com o antigo hino que diz:
“Oh, que paz muitas vezes perdemos,
Oh, que dor desnecessária suportamos.
Só porque não elevamos,
Tudo a Deus em oração.”
Muitas vezes, não temos paz mental simplesmente porque não oramos. Surge um problema e tentamos resolvê-lo sozinhos. Tentamos resolvê-lo sem recorrer a Deus, à Sua sabedoria e aos Seus recursos, que estão disponíveis para nós assim que oramos.
A terceira condição: seja sempre grato. Isso é absolutamente essencial. É bom orar; mas devemos orar a Deus com ação de graças. Um coração agradecido geralmente é um coração pacífico. Mas uma pessoa ingrata não pode conhecer a paz verdadeira e duradoura. A ingratidão é oposta a toda a natureza de Deus.
A quarta condição: pense nas coisas boas. No versículo 8 de Filipenses 4, Paulo dá uma lista dessas coisas. Primeiro Ele diz: “tudo o que é verdadeiro”. Tenha em mente que algo pode ser verdade, mas não devemos pensar nisso. Por exemplo, não devemos pensar nas faltas e falhas das pessoas, mesmo que sejam verdadeiras. Paulo então acrescenta à lista do que devemos pensar: “tudo que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor.” Paulo diz: “Nisso pensai”. Você tem o poder de focar sua mente no que quiser. Você pode focar em tópicos negativos ou pode focar no que o fortalece. Se você procurar o que é positivo e edificante, o Espírito Santo o ajudará a encontrá-lo.
Orando Por Paz de Espírito
Se você deseja tomar medidas práticas para superar a tormenta mental e desfrutar de paz de espírito, você pode falar disso com o Senhor através da seguinte oração:
Prayer Response
Senhor, percebo que posso passar do tumulto mental contra o qual tenho lutado para a verdadeira paz de espírito. Agora, dou os passos necessários para repreender e resistir à voz acusadora do inimigo. Eu declaro que Tu, ó Deus, é por mim. Sou justificado pela minha fé em Jesus Cristo e por isto estou em paz Contigo. Decido renunciar à ansiedade; quando surgirem problemas, decido orar, antes de fazer qualquer coisa; decido dar graças por tudo que tens feito por mim e decido concentrar meus pensamentos no que é bom, verdadeiro e puro.
Obrigado, Senhor, por fornecer os passos na Sua Palavra para que eu escape do tumulto mental e tenha verdadeira paz de espírito. Eu escolho essa paz hoje e entro nela pela fé. Amém.

இலவச பதிவிறக்கம்
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