O Julgamento Começa pela Casa de Deus

Derek Prince
Published: 1993
Last Updated: செப்டம்பர் 2026
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O julgamento de Deus começa com Seu povo, que é responsável pela verdade que recebeu. As Escrituras alertam contra o materialismo e contra abrir concessões e, em seguida, chamam os crentes a se humilharem por meio da confissão. A confissão genuína a Deus e uns aos outros elimina o orgulho e prepara o caminho para uma oração eficaz.
Como cristãos americanos, somos confrontados por um fato sombrio e inegável: nossa nação está sob o julgamento de Deus. Para isso, há muitas razões, mas elas podem ser resumidas numa única afirmação: Cometemos o pecado pelo qual Esaú foi rejeitado - desprezamos nosso direito de primogenitura (Hebreus 12:15-17).
Esta análise se restringe à situação nos Estados Unidos. Muito do que eu digo, no entanto, se aplica a outras nações que são herdeiras da herança judaico-cristã e à igreja em todo o mundo. Que Deus ajude cada um de nós a assumir a nossa responsabilidade pessoal!
Deus nos julga de acordo com a medida de luz que recebemos. Jesus disse aos judeus de Sua época que seu julgamento seria muito mais severo do que o de Sodoma e Gomorra, porque eles haviam recebido uma revelação muito maior da verdade (Mateus 11:20-24).
O mesmo se aplica à América neste século. Nenhuma outra nação teve o mesmo acesso à Palavra de Deus como o que foi concedido ao povo americano. Através da cultura e da tradição, através de igrejas e evangelistas, através do rádio e da televisão, e através da palavra impressa, a América tem sido abençoada acima de todas as outras nações com o conhecimento da verdade de Deus. Nosso julgamento por rejeitá-lo será correspondentemente severo. Muitos cristãos não percebem que o julgamento de Deus não começa com as pessoas do mundo, mas com o povo de Deus. Pedro disse aos cristãos de sua época:
“Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1 Pedro 4:17)
Essas palavras se aplicam igualmente à igreja na América de hoje. De todos os pecados que poderiam ser imputados contra a igreja atual, é suficiente concentrar-se em dois: materialismo e transigência. Em Lucas 17:26-30, Jesus predisse que o período antes de Seu retorno seria como os dias de Noé e Ló. Ele mencionou especificamente oito atividades características daqueles dias: comer, beber, casar-se, dar-se em casamento, comprar, vender, construir e plantar. No entanto, não há nada especificamente pecaminoso em qualquer uma dessas atividades. Qual era, então, o problema?
O problema era o materialismo. As pessoas daqueles dias haviam se tornado tão absortas nessas atividades materialistas que não estavam cientes do julgamento iminente de Deus sobre seu estilo de vida carnal. Quando o julgamento veio, elas estavam totalmente despreparadas. O mesmo é verdade hoje para a maioria dos cristãos professos na América. Se os julgamentos finais de Deus, de repente, inaugurassem o retorno de Cristo, os cristãos estariam totalmente despreparados.
Como o materialismo, o pecado da transigência muitas vezes não é reconhecido. Cerca de dois anos atrás, enquanto orava, eu tinha uma imagem mental do interior de um edifício típico da igreja com fileiras de bancos, uma plataforma, um púlpito, um piano e assim por diante. Mas todo o edifício estava permeado por algum tipo de nevoeiro. Os contornos dos objetos podiam ser discernidos, mas nada era bem definido. Enquanto eu me perguntava o que a névoa representava, Deus me deu uma palavra clara: transigência.
Na igreja de hoje, a maioria das principais verdades morais e doutrinárias, tão claramente enunciadas no Novo Testamento, tornaram-se turvas e ineficazes. Em 1 Coríntios 6:9-10, Paulo escreveu:
“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.”
No entanto, a igreja hoje está cheia de pessoas que cometem esses pecados, mas permanecem totalmente indiferentes. Na verdade, elas muitas vezes se vangloriam de tais pecados.
Um membro da igreja estava internado em um hospital, morrendo de AIDS, que ele havia contraído através da homossexualidade. Então ele recebeu Cristo e recebeu um Novo Testamento. Depois de ler de certa forma o Novo Testamento, ele enviou uma mensagem urgente à pessoa que o havia levado a Cristo: "Venha e ore por mim. Preciso de libertação. Eu nunca soube que havia algo de errado com o meu estilo de vida."
Cerca de dez anos atrás, na temporada de Natal, nossa equipe havia agendado para eu e Ruth aparecermos em duas apresentações televisivas do programa PTL. Como não assistimos televisão, não tínhamos ideia do que esperar. Eu deveria ser o "orador principal". Na primeira hora, me deram dez minutos, e na segunda, vinte minutos. A maior parte do tempo foi gasto em apelo por dinheiro e na venda de bonecas da marca Tammy. Pelo que me lembro, Rute e eu fomos as únicas pessoas que mencionaram Jesus.
Pouco tempo depois, veio ao público os escândalos que acabaram se tornando notórios. Mas, para mim, pessoalmente, a coisa mais chocante não foi nenhum crime sexual ou financeiro, por mais grave que isso fosse. O que me chocou naquela época, e ainda me choca hoje, é a percepção de que milhões de americanos estavam sendo continuamente confrontados com uma imagem totalmente falsa do cristianismo – uma visão que não tinha espaço para a cruz e nem para as suas exigências de humildade, de santidade e de vida sacrificial. Como é terrível perceber que as pessoas que foram seduzidas por tal apresentação talvez nunca ouçam a verdade real do evangelho!
O escândalo da PTL agora é passado, mas nos deixou com uma pergunta que precisamos responder: foi simplesmente um fenômeno isolado, ou foi um sintoma de uma doença que afeta o Corpo de Cristo em toda a América?
No entanto, dentro da igreja ainda há um remanescente de seguidores sinceros e devotados de Jesus. Se estamos entre esse número, como Deus exige que respondamos às crises atuais?
Uma resposta clara é dada em 2 Crônicas 7:14:
"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus eu o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra."(2 Crônicas 7:14, NIV)
A frase "Meu povo que se chama pelo Meu nome" aplica-se a todos os cristãos que tomam o nome de Cristo sobre si próprios.
Por pelo menos 30 anos tenho ensinado sobre esta Escritura, mas recentemente fui confrontado por uma percepção chocante! O povo de Deus em nossos dias nunca cumpriu a primeira condição. Nunca nos humilhamos verdadeiramente. Nosso orgulho – tanto religioso quanto racial – permanece como uma barreira que retém a resposta às nossas orações por nós mesmos e por nossa nação.
Através dos tratos severos de Deus em minha própria vida, aprendi a maneira mais eficaz de nos humilharmos. De forma simples, é confessando nossos pecados. Se confessarmos regular e sinceramente nossos pecados a Deus, é impossível nos aproximarmos Dele com uma atitude de orgulho. Além disso, tenho visto que Deus só se comprometeu a perdoar os pecados que confessamos.
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9)
Pecados não confessados são pecados não perdoados. Assim, a barreira do orgulho constrói uma segunda barreira de pecado não perdoado.
A Bíblia nos exorta a confessar nossos pecados não apenas a Deus, mas também uns aos outros.
"Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis" (Tiago 5:16)
Confessar nossos pecados a Deus lida com orgulho vertical; confessar-se mutuamente lida com orgulho horizontal. Dificilmente podemos manter uma atitude de orgulho em relação a alguém a quem acabamos de confessar nossos pecados pessoais.
Isso se aplica especialmente ao relacionamento entre maridos e esposas. Aqueles que regularmente confessam seus pecados uns aos outros não são mantidos separados por uma barreira de orgulho.
Além disso, a confissão de pecado é um pré-requisito essencial para uma intercessão eficaz. Daniel era um dos personagens mais justos da Bíblia, mas quando ele se propôs a interceder por seu povo Israel, ele começou reconhecendo sua própria participação no pecado deles (Daniel 9:3-13).
Creio que Deus está esperando que nós, como cristãos desta nação, nos humilhemos diante Dele e uns dos outros, confessando nossos pecados. Somente depois de termos feito isso, podemos seguir em frente para reivindicar a cura de nossa terra. Mas devo acrescentar uma palavra de advertência. Não comece a se entregar à introspecção doentia! O Espírito Santo é “o dedo de Deus” (Mt. 12:28; Lucas 11:20). Peça a Deus para colocar o dedo nos pecados que você precisa confessar. Ele fará isso com precisão infalível, provavelmente trazendo à luz pecados que você nunca reconheceu!

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