As Quatro Condições Finais

Derek Prince
Published: 2010
Last Updated: அக்டோபர் 2026
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A abundância de Deus não pode ser conquistada, mas as Escrituras estabelecem condições para receber Sua provisão pela graça, por meio da fé. A generosidade motivada pela fé, a honra a Deus e a obediência à Sua Palavra colocam o crescimento nas mãos de Deus.
Até agora nesta série vimos que Deus deseja prover abundantemente para Seu povo se eles atenderem às Suas condições. As Escrituras indicam que as riquezas — juntamente com o poder, a sabedoria, a honra, a glória, a força e as bênçãos — pertencem por direito eterno a Jesus Cristo. Contudo, na cruz, Ele abriu mão desses benefícios para participar de uma troca divina. Nessa transação, Jesus tomou para si a maldição pelos pecados da humanidade e, em troca, nos deu a bênção que pertencia a Ele pela Sua perfeita obediência.
Uma das maldições específicas que Jesus derrotou foi a maldição da pobreza descrita em Deuteronômio 28. Na cruz, Ele estava com fome, com sede, nu e com necessidade de todas as coisas. Essa é uma descrição da pobreza absoluta. Jesus derrotou totalmente a maldição da pobreza para que pudéssemos receber “a bênção de Abraão” (Gálatas 3:13–14). E qual é a bênção de Abraão? Gênesis 24:1 diz que Abraão foi abençoado em “todas as coisas”.
Vimos em 2 Coríntios 9:8 e Efésios 2:8–9 que existem três princípios importantes que governam a maneira como recebemos a abundância da graça de Deus, permitindo-nos ser abençoados em “todas as coisas”. Primeiro, a graça de Deus nunca pode ser conquistada ou recebida através de merecimento. Em segundo lugar, só pode vir através de um canal – Jesus Cristo. Terceiro, a única maneira de recebê-la é pela fé.
Muitos cristãos não conseguem ver que a graça de Deus inclui a provisão financeira e material, isto é, com um porém, se cumprirmos as condições que Ele estabeleceu para podermos recebê-la. No entanto, precisamos ter em mente a distinção que citamos entre tentar receber a graça de Deus por merecimento e recebê-la através de cumprir as Suas condições.
#1: Motivação e Atitudes
Depois de discutir esses princípios básicos na nossa carta anterior, fizemos a pergunta: ‘Quais são as condições que Deus nos impõe?’ e descobrimos que existem cinco condições específicas para receber a Sua abundância.
A primeira condição é que nossa motivação e atitudes sejam corretas. Existem cinco aspectos desta condição que examinamos na carta anterior:
- É errado fazer da riqueza o nosso Deus.
- É errado buscar riqueza por meios antiéticos.
- É errado confiar nas riquezas.
- É errado usar nossa riqueza de forma egoísta.
- Devemos compartilhar materialmente com os pobres.
In this letter, we are going to explore the remaining four conditions, starting with number two:
#2: Fé é Essencial
A segunda condição para receber a abundância de Deus é a fé. Já vimos que a abundância faz parte da provisão feita para nós pela graça de Deus. Como toda provisão através da graça, ela só pode ser recebida pela fé. No entanto, nunca podemos enfatizar demais a importância da fé. É o requisito primário e indispensável para levar a vida cristã. “Mas o justo viverá pela fé” (Romanos 1:17). Cada área de uma vida justa deve ser baseada na fé. Isto se aplica tanto às nossas finanças quanto a qualquer outra área de nossas vidas.
Além disso, o oposto também é verdadeiro. “Tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23). Quando administramos nosso dinheiro pelo caminho que não é o da fé, isso levará a resultados pecaminosos: avareza, mesquinhez e até mesmo negar a Deus o que Lhe é devido. Toda a questão de como administramos nosso dinheiro deve ser baseada na fé.
A fé age em obediência à Palavra de Deus sem esperar para ver a recompensa prometida. Isto também se aplica às nossas finanças. Jesus diz: “Dai, e ser-vos-á dado” (Lucas 6:38). Quando agimos com fé, damos primeiro. Receber segue no tempo de Deus. Se esperarmos para dar até que tenhamos condições de fazê-lo, não estaremos dando com fé. Quando enxergamos as coisas sob esse ponto de vista, ou seja, da perspectiva da fé, nunca seremos pobres demais para dar. Pelo contrário, parte do remédio para a pobreza é começar a dar com fé. Quando a viúva deu suas últimas duas moedas ao Senhor, Jesus a elogiou por isso. Ele não a repreendeu por ser “extravagante” ou “irrealista”, (veja Lucas 21:1–4).
Já mencionamos que existem leis que regem a utilização do dinheiro que são semelhantes às que se aplicam na agricultura. Paulo traz isso à tona em 2 Coríntios 9. Falando aos cristãos sobre a maneira como eles deveriam doar seu dinheiro para a obra e para o povo do Senhor, Paulo diz:
"E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará." (2 Coríntios 9:6)
Paulo aqui compara dar a “semear” e receber a “ceifar”. O que ele quer dizer é que, se quisermos ceifar (colher), devemos semear primeiro. O exemplo do agricultor reforça este ponto. Cada vez que um agricultor semeia no seu campo, ele exerce fé. Ele está acreditando que a semente que está plantando no campo voltará multiplicada. O mesmo acontece com as nossas doações como cristãos. Se quisermos colher, primeiro temos que semear. Além disso, a medida com que semeamos determinará a medida com que colheremos. Se semearmos com moderação, colheremos com moderação. Se semearmos abundantemente, colheremos abundantemente.
Podemos levar o exemplo do agricultor um passo adiante. Semear não é espalhar aleatoriamente onde quer que estejamos. Se espalhássemos as sementes a torto e a direito no campo, não colheríamos quase nada. No entanto, alguns cristãos doam assim. Por impulsos aleatórios, sem oração ou princípios, eles simplesmente jogam seu dinheiro em qualquer lugar. Não é de se admirar que eles não colham os benefícios prometidos nas Escrituras.
O contrário de se semear aleatoriamente no campo é fazer uma semeadura responsável e planejada. Isso significa selecionar o melhor solo, fazer o melhor preparo, escolher o momento certo e semear a melhor semente. É precisamente assim que devemos gerir as nossas finanças – tanto individual como coletivamente. Devemos selecionar o melhor investimento para a extensão do Reino de Deus, devemos preparar-nos com oração, devemos seguir cuidadosamente os princípios estabelecidos na Palavra de Deus e devemos dar o nosso melhor. Em suma, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir o máximo de retorno para o nosso investimento.
Em Malaquias 3:8–12, encontramos vários princípios relacionados que regem nossas transações financeiras, com referência especial à entrega de nossos dízimos a Deus:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa videira no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados.”
Os seguintes pontos derivados desta Escritura são significativos:
- Não administrar corretamente as nossas finanças nos coloca sob uma maldição. Na verdade, faz parte da maldição da qual Cristo nos oferece libertação.
- Como sempre nas Escrituras, a fé é essencial. Somos obrigados a trazer nossos dízimos antes de recebermos as bênçãos prometidas. Deus diz: “Fazei prova de mim nisto”, isto é, trazendo nossos dízimos. Se queremos nos qualificar para a bênção, devemos trazer os nossos dízimos. De acordo com essa passagem, não há outra maneira de fazê-lo.
- O ato de fé que Deus exige está na esfera material, e a bênção que Ele promete está igualmente na esfera material.
Tenho participado de reuniões de oração onde os cristãos oram: “Senhor, abra as janelas do céu e derrame uma bênção”. Parece bom, mas sempre quero sacudi-los e dizer: “Escute, a bênção não vem pela oração. Vem através do dízimo!” Podemos orar para sempre, mas se não pagarmos o dízimo, não teremos direito à bênção.
#3: Honre Com Bens e Ganhos
Uma terceira condição para receber a abundância de Deus é que honremos tanto a Deus como aos homens através daquilo que damos. Romanos 13:7 (NVI) nos diz: “Deem a cada um o que lhe é devido: ...honra a quem a honra [é devida].” Uma maneira importante de prestar honra é doando nossos bens. As Escrituras revelam quatro maneiras diferentes pelas quais devemos prestar honra. Primeiro, ao darmos honramos ao próprio Deus.
“Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Provérbios 3:9–10)
Em primeiro lugar, somos obrigados a dar a Deus a Sua porção – as primícias. Se fizermos isso, Ele prometeu abençoar e prosperar a parte que ficou para nós. Colocar Deus consistentemente em primeiro lugar na alocação de nossas finanças é uma maneira pela qual Lhe damos a honra que Lhe é devida.
Segundo, ao doarmos, honramos nossos pais. Em Efésios 6:2–4 Paulo nos lembra que este mandamento é o primeiro que traz consigo uma promessa.
“Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” (Efésios 6:3–4)
Este mandamento de honrar nossos pais traz consigo obrigações financeiras. Em Mateus 15, os fariseus estão criticando Jesus por não guardar as tradições dos anciãos. Jesus, por sua vez, acusou-os de guardarem as tradições dos anciãos, mas violarem os mandamentos de Deus. Ele deu um exemplo específico:
“Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que, se alguém disser ao pai ou à mãe: ‘Qualquer ajuda que eu poderia dar já dediquei a Deus como oferta’, não está mais obrigado a sustentar seu pai. Assim, por causa da sua tradição, vocês anulam a palavra de Deus.” (Mateus 15:4–6 NVI)
Observe como devemos honrar nossos pais: dando-lhes nossos bens. Se nossos pais estão em necessidade financeira e está em nosso poder ajudá-los, mas não o fazemos, então não estamos dando-lhes a honra que lhes é devida. Com base na longa experiência em aconselhamento e libertação, posso dizer com segurança que as pessoas que não honram seu pai e sua mãe nunca se dão bem com elas.
Terceiro, ao doarmos, honramos os servos do Senhor que ministram às nossas necessidades. Em Atos 27 e 28 lemos como Paulo e seus companheiros de viagem, por causa de um naufrágio, foram parar na ilha de Malta. No devido tempo, Paulo começou a ministrar aos enfermos da ilha e muitos deles foram curados. Então, quando chegou a hora de Paulo e seu grupo partirem, o relato diz que aqueles que foram ministrados dessa maneira “nos distinguiram também com muitas honras; e, havendo de navegar, nos proveram das coisas necessárias” (Atos 28:10). Ao suprir as necessidades financeiras e materiais de Paulo e de seus companheiros, os habitantes da ilha prestaram-lhes a honra que lhes era devida pelo seu ministério.
Quarto, ao doarmos, honramos os presbíteros que nos governam na igreja. Paulo diz:
“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina. Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.” (1 Timóteo 5:17–18)
É evidente que a honra que Paulo tem em mente é financeira e material. Quanto mais fiéis os presbíteros forem em seus deveres, mais cuidadosos devemos ser em garantir que eles sejam remunerados de uma forma que expresse verdadeira honra.
Vemos, então, que demonstramos honra ao doarmos em quatro direções: a Deus, aos nossos pais, aos servos de Deus que ministram às nossas necessidades e aos presbíteros que nos governam na igreja.
#4: Pensar, Falar e Agir Corretamente
A quarta condição para receber a abundância de Deus é pensar, falar e agir corretamente. Em primeiro lugar, quero colocar ênfase no pensamento. É impossível pensar errado e viver certo. Da mesma forma, se você pensar certo, inevitavelmente viverá certo. Observe as instruções dadas a Josué quando ele deveria conduzir o povo de Deus à sua herança:
“Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido.” (Josué 1:8)
Para mim, essa é a promessa mais completa de prosperidade e sucesso que uma pessoa poderia desejar receber. Quais são os requisitos básicos para recebê-la? Medite na lei do Senhor. Fale a lei do Senhor. Obedeça à lei do Senhor. O que pensamos, o que dizemos e o que fazemos determina o que vivenciamos. Eu resumo isso da seguinte forma: pense, fale e aja de acordo com a Palavra de Deus.
Vemos uma promessa ainda mais abrangente no Salmo 1. Na passagem de Josué a promessa é feita a um homem. Mas no Salmo 1, a promessa é feita sem restrições nenhuma a qualquer pessoa que atenda às condições.
“Abençoado é o homem que não anda no conselho do ímpio, nem fica no caminho dos pecadores, nem assenta na cadeira dos escarnecedores. Mas o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. E ele será como uma árvore plantada junto aos rios de água, que produz seu fruto em sua estação; sua folha também não murchará; e tudo aquilo que ele faça, prosperará.” (Salmo 1:1–3 KJF)
Por favor, leia essas últimas seis palavras com atenção! Não há espaço para falhas aí. Tudo o que um homem assim fizer terá sucesso. Quais são as condições para esse sucesso? Existem três condições negativas e duas condições positivas.
As condições negativas, as ações que não devemos praticar, são declaradas no versículo 1. Não devemos andar segundo o conselho dos ímpios, nem ficar no caminho dos pecadores, nem nos sentar na roda dos escarnecedores. Observe nesse processo que há uma desaceleração gradual: andar, parar, sentar-se. Se começarmos a andar no caminho dos ímpios, então vamos parar para ficar ali com eles e, finalmente, sentaremos com eles. Devemos evitar a todo custo a progressão maligna de andar, ficar e assentar-se. No entanto, há cristãos que aceitam regularmente o conselho dos ímpios em muitas áreas das suas vidas. Então eles se perguntam por que não prosperam. Eles estão violando um dos requisitos mais importantes: não devemos seguir o conselho dos ímpios.
Após as condições negativas, existem dois requisitos positivos. Primeiro, o homem bem-sucedido deleita-se na lei do Senhor; segundo, ele medita nela dia e noite. Se eu escolhesse uma prescrição nas Escrituras que fosse absolutamente central para a prosperidade, seria a meditação adequada. O que preenche e ocupa nossas mentes determinará, na verdade, nossa experiência. Com base no cumprimento dessas cinco condições, a Bíblia diz sobre qualquer pessoa: “Tudo o que ela fizer prosperará”. Agora mesmo, ao ler estas palavras, determine que você será essa pessoa! Em seguida, reveja as condições mais uma vez. Leia-as vezes sem conta e medite nelas até que se tornem parte de você. Quando isso acontecer, será natural que você aja de acordo com essas condições.
#5: Deixe Deus Acrescentar
Aqui está a quinta e última condição: deixe Deus acrescentar – à Sua maneira e no Seu tempo. Não se apegue à abundância! Deixe Deus acrescentar. Deveria ser o mesmo nas finanças e na agricultura. Plantamos a semente, mas é Deus quem a faz crescer.
Lembro-me de anos atrás, quando estive na Irlanda. Ouvi falar de um menino de seis anos cujos pais lhe deram algumas batatas para plantar. Ele foi e plantou batatas e, uma semana depois, saiu para ver se elas estavam crescendo. Não havia sinal de crescimento. Duas semanas depois, ele ainda não viu nada, então desenterrou-as para ver se estavam crescendo. No final, ele acabou desenterrando as batatas umas três ou quatro vezes e por isso elas nunca cresceram! Alguns cristãos são assim. Eles plantam as batatas e depois as desenterram para ver se estão crescendo. A essência da fé é deixarmos Deus dar o crescimento. Cumprimos as condições, mas é Deus quem cumpre a promessa.
Deuteronômio 28:2 diz àqueles que atendem às condições de Deus:
“E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão.”
Adoro essa palavra ‘alcançarão’. Não corremos atrás das bênçãos; elas correm atrás de nós. Posso ir para a cama à noite e refletir sobre que bênçãos me alcançarão quando eu acordar pela manhã! Da mesma forma, Mateus 6:33 nos diz: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Não buscamos as “coisas”; buscamos o “reino”. Então Deus acrescenta todas as “coisas” que precisamos.
A título de revisão, vamos listar novamente as condições que delineamos para receber a abundância de Deus. Em primeiro lugar, os nossos motivos e atitudes devem estar certos. Segundo, devemos exercer fé. Terceiro, devemos honrar a Deus, aos nossos pais, aos ministros de Deus e aos nossos líderes espirituais através do ato de dar. Quarto, devemos praticar o pensamento, o falar e o agir corretos. Quinto, devemos deixar Deus acrescentar à Sua maneira e no Seu tempo. Se cumprirmos essas condições, podemos ter certeza de que a abundância de Deus nos alcançará.
Na minha próxima e última carta sobre este tema: “Pessoas - O Propósito para a Abundância”, daremos uma olhada no propósito de Deus ao nos dar a abundância.

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