Esperança em Cristo (Parte 2)

Derek Prince
Published: 2008
Last Updated: அக்டோபர் 2026
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A ressurreição de Jesus está no centro do evangelho, confirmando-O como o Filho sem pecado de Deus. A morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo são fatos históricos que caracterizam o cristianismo. A fé no Cristo ressuscitado traz a certeza da vida eterna e da paz diante da morte.
A revelação completa da Bíblia se concentra na expiação - a morte sacrificial de Jesus na cruz e Sua ressurreição triunfante. A expiação restaura a benevolência de Deus de volta ao pecador. É uma total reconciliação e completa união. Portanto, o maior evento de toda a história é a ressurreição de Jesus Cristo. É a parte central da mensagem cristã. De fato, sem ressurreição não há mensagem cristã. Tudo gira em torno da morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Os principais componentes do Evangelho são revelados por meio de três fatos históricos simples - eventos que realmente ocorreram na história da humanidade e são atestados por muitas testemunhas confiáveis: Ele morreu, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia.
Existem três maneiras pelas quais o Cristianismo - com base nesses fatos - difere de todas as outras grandes religiões. A primeira forma é que o cristianismo está totalmente centrado em uma pessoa: Jesus de Nazaré. Não é só por ter sido Ele quem entregou as verdades do Evangelho, mas é em Sua vida, morte e ressurreição que todo o Evangelho está centrado. Você não pode tirar Jesus e ter o Evangelho. Você não pode tirar Jesus e ter o Novo Testamento. Isso não acontece com outras religiões.
Um segundo fato distintivo sobre o cristianismo é que ele está enraizado na história. Não é algo subjetivo ou teórico. Está centrado diretamente na história humana. Se os eventos em que se baseia são verdadeiros, então o cristianismo é verdadeiro. Se eles não são verdadeiros, então o cristianismo não é verdadeiro. Não há meio termo. É um compromisso total com um determinado conjunto de fatos históricos.
Em terceiro lugar, o Cristianismo afirma que pode ser verificado na experiência pessoal daqueles que acreditam e baseiam suas vidas em torno destes três fatos vitais: a morte de Cristo, Seu sepultamento e Sua ressurreição. Acreditar em Jesus e nesses fatos sobre Jesus produzirá uma transformação sobrenatural na vida de todo aquele que crê.
Por Que Os Homens O Rejeitam
Embora a ressurreição de Jesus seja um fato histórico, ainda há muitos que a rejeitam. Acredito que haja duas razões principais para isso: a primeira é psicológica, a segunda é espiritual.
Psicologicamente, as pessoas não desejam reconhecer a possibilidade da intervenção direta e sobrenatural de Deus nos assuntos humanos.
Elas se ressentem do pensamento de que de alguma forma Deus pode mudar o que elas consideram um curso fixo de eventos. E, no entanto, não há razões lógicas ou científicas para essa atitude.
A segunda razão pela qual as pessoas rejeitam a ressurreição de Jesus é a espiritual. Em 2 Coríntios 4:4, Paulo diz:
“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.”
O “deus deste século” é um dos muitos títulos de Satanás. Ele é o tirador da vida, enquanto Jesus é o doador da vida. Na cruz, Jesus encontrou e venceu Satanás. A obra da cruz acaba com o poder de Satanás de dominar a humanidade e infligir sobre ela sua vontade cruel e as agonias emocionais, físicas e espirituais pelas quais ele é responsável.
Portanto, Satanás agora tem um objetivo supremo: impedir que homens e mulheres entendam a verdade do que aconteceu quando Jesus morreu e ressuscitou dos mortos.
Lógico e Necessário
Do ponto de vista de Deus, a ressurreição de Jesus era lógica e necessária. Através da ressurreição, Deus vindica Seu filho pela Sua obediência e justiça. Paulo afirma isso em Romanos 1:1–4:
“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. O qual antes prometeu pelos seus profetas nas Santas Escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor.”
Na carne, Jesus era descendente de Davi, mas em Sua natureza eterna Ele era o Filho de Deus, declarado assim pelo próprio Deus ao ressuscitá-Lo dentre os mortos. Através da ressurreição, Deus fez grande justiça a Seu Filho.
Anteriormente, Cristo havia sido levado a dois tribunais humanos — primeiro, o tribunal religioso do conselho judaico e depois ao tribunal secular do governador romano, Pôncio Pilatos. Ambos os tribunais rejeitaram a afirmação que Jesus fez de ser o Filho de Deus e o condenaram à morte. Além disso, ambos os tribunais se uniram na tentativa de impedir qualquer invasão do túmulo de Jesus. Para esse fim, o conselho judaico forneceu seu selo especial e o governador romano forneceu uma guarda armada de soldados.
No entanto, no terceiro dia Deus interveio. O selo foi rompido, a guarda armada ficou paralisada e Jesus saiu do sepulcro. Por meio desse ato, Deus reverteu as decisões do conselho judaico e do governador romano, e publicamente reivindicou a afirmação de Cristo de ser o Filho de Deus sem pecado.
Qual deve ser a nossa reação? Mateus 28:8–9 descreve a reação das mulheres que testemunharam a ressurreição primeiro de tudo:
“E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram.”
O que podemos fazer quando percebemos quem Ele é e o que Ele fez? Não há outra resposta razoável a não ser fazer como aquelas mulheres: prostrar-se a Seus pés e adorá-Lo.
Como Enfrentar a Morte
Nosso destino depende de nosso relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Por outro lado, a incredulidade certamente trará sobre nós o julgamento e a rejeição de Deus. Se você deseja enfrentar a morte com paz, confiança, tranquilidade e segurança, há quatro etapas principais que você precisará seguir.
Encare isso
Encare o fato de que você vai morrer. Cada um de nós vai morrer. Muitas vezes fico surpreso com o fato de que pouquíssimas pessoas estão preparadas para a morte. As pessoas podem passar a vida sabendo muito bem que vão morrer e nunca fazer uma preparação adequada para esse evento que não há dúvida de que acontecerá. Não é mórbido enfrentar o fato de que você vai morrer; é simplesmente realista. Por outro lado, é muito irreal viver sua vida sem se preparar para o que inevitavelmente virá no final.
Considere o que Paulo diz sobre si mesmo em Filipenses 1:21: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Ele não tinha medo de morrer. Ele havia enfrentado a realidade do pecado, do julgamento e das exigências de Deus em sua vida, e porque estava disposto a enfrentar essa realidade e a encarar a questão da morte, ele começou a ter um relacionamento com Deus onde não havia mais o medo. Havia apenas um forte desejo de ser libertado da escravidão desta vida carnal e entrar na plenitude da presença de Deus.
Todo aquele que fizer o mesmo que Paulo pode ter a mesma e tranquila certeza. Conecte-se com Deus através de Jesus Cristo de tal forma que não haja mais condenação, medo ou incerteza.
Aceite a oferta de Deus
Enfrentar a morte leva à segunda etapa: aceitar a oferta de perdão, paz e vida eterna de Deus. Então você pode dizer junto com Paulo: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).
Para sermos justificados, devemos colocar nossa fé na morte sacrificial de Jesus, reconhecendo que Ele carregou a culpa de nossos pecados.
“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.” (1 João 5:11–13)
Deus deu testemunho a toda a raça humana de que Ele nos ofereceu a vida eterna. Esta vida está na pessoa de Seu Filho. Se recebemos Jesus Cristo, Nele recebemos a vida eterna. Observe, está no tempo presente. Não é algo que vai acontecer depois da morte, mas algo que acontece agora. Se você deixar isso para depois da morte, terá sido tarde demais.
Observe que no versículo 13 João diz:
“Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.”
Não é apenas que cremos, mas que através da crença podemos vir a saber. O propósito final de acreditar é saber, e aqueles de nós que acreditam da maneira que Deus exige que acreditemos em Jesus Cristo também sabemos que temos a vida eterna.
Dedique-se ao serviço de Cristo
Devemos nos dedicar a Cristo de tal forma que o que fazemos seja bom e aceitável a Deus. Neste contexto, precisamos verificar como estamos nos saindo nessas três áreas: motivação, obediência e força.
Qual é a nossa motivação? Estamos em busca daquilo que ambicionamos, estamos buscando nosso próprio prazer, nossa própria autossatisfação? Ou somos sinceramente motivados pelo desejo da glória de Deus? Deus vai peneirar nossos motivos um dia.
Em segundo lugar, estamos servindo a Deus nos termos dele ou nos nossos? Somos obedientes às declarações e exigências claras das Escrituras, ou estamos tentando moldar algum tipo de nova religião própria que nos sirva melhor do que as exigências das Escrituras? Seremos peneirados na questão da obediência.
Terceiro, estamos servindo a Deus em nossa própria força ou em Sua força e poder? Permitimos que o Espírito Santo entre e assuma o controle total, nos motivando e capacitando? Estamos servindo a Deus de uma maneira que é aceitável para Ele?
Deixe Deus afastá-lo das coisas temporais
Esta quarta etapa é mais complexa, mas muito importante. Vou apresentá-la com uma das minhas passagens favoritas, Isaías 40:6–8:
“Uma voz diz: Clama; e alguém disse: ‘Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.'”
Que vívido! Estamos rodeados de coisas belas e de pessoas que amamos. Há tanto para amar e apreciar, mas tudo o que vemos é erva - inclusive nós mesmos. Floresce pela manhã e morre ao anoitecer.
Deus dá beleza ao mundo temporal e depois o faz murchar. Por quê? Porque Ele quer que saibamos algo mais sobre beleza.
Deus quer que conheçamos a beleza que Ele é capaz de produzir, mas Ele quer que nunca nos sintamos permanentemente em casa neste mundo. Então Ele desperta nossa consciência para a beleza em tudo o que é bom, e então Ele faz com que a beleza temporária deste mundo murche. Ele faz isso para que possamos colocar nossos corações na beleza que está além deste mundo e no próximo.
Em 1 Coríntios 15:19, Paulo diz:
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.”
Sua fé em Cristo se estende até a eternidade? Se não, sua religião é uma fantasia lamentável. Se nossa esperança em Cristo é genuína, ela não termina com esta vida. Ela se torna cada vez mais brilhante ao longo da eternidade.

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