Fé Como um Dom

Derek Prince
Published: 2007
Last Updated: அக்டோபர் 2026
Read Time: 15
This teaching is not currently available in தமிழ்.
Deus concede o dom da fé como uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo para necessidades e propósitos específicos. Este ensinamento mostra como Jesus e a igreja primitiva agiam com base nessa fé, ao mesmo tempo em que enfatiza que a iniciativa pertence a Deus.
A fé, conforme retratada no Novo Testamento em seus vários aspectos, sempre concorda com a definição dada em Hebreus 11:1 “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem”. No entanto, a natureza essencial da fé se expressa de formas distintas, mas relacionadas:
- Fé para se viver.
- A fé como um dom.
- A fé como um fruto.
Neste ensinamento, examinaremos a segunda categoria – a natureza da fé como um dom.
A Natureza dos Dons Espirituais
Em 1 Coríntios 12 sobre os dons do Espírito Santo, Paulo abre o capítulo com: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.” Então, nos versículos 7–11, ele dá uma lista de nove dons distintos:
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.”
A palavra-chave para a natureza distintiva desses dons é manifestação. O próprio Espírito Santo, habitando em um crente, é invisível. Mas quando esses dons operam por meio de um crente, a presença do Espírito Santo se manifesta aos sentidos humanos - e os resultados podem ser vistos, ouvidos ou sentidos.
Uma vez que esses dons são manifestações, não da personalidade do crente, mas da Pessoa do Espírito Santo dentro do crente, todos eles são de caráter sobrenatural. Em todos os casos, os resultados que eles produzem estão em um nível mais alto do que nós, crentes, poderíamos alcançar apenas por nossa própria capacidade, possível apenas por meio da operação direta e sobrenatural do Espírito Santo. Por esses dons, e por meio do crente, o Espírito Santo emerge do reino espiritual invisível para causar impacto direto no mundo físico do espaço e do tempo.
Paulo estabelece dois pontos práticos importantes a respeito desses dons. Primeiro, eles são distribuídos exclusivamente a critério do Espírito Santo, de acordo com Seu propósito soberano para cada crente. A vontade ou realização humana não são a base para receber esses dons espirituais. Em segundo lugar, eles são dados “a cada um... para o bem comum” – para um propósito útil e prático. Como disse Bob Mumford, os dons do Espírito são ferramentas, não brinquedos.
Muitas vezes foi apontado que esses nove dons se enquadram naturalmente em três grupos de três:
Três dons de expressão
Dons que operam através dos órgãos vocais do crente: profecia, línguas e interpretação de línguas.
Três dons de revelação
Dons que transmitem iluminação espiritual: a palavra da sabedoria, a palavra da ciência (ou conhecimento) e o discernimento de espíritos.
Três dons de poder
Dons que demonstram o poder sobrenatural de Deus no reino físico: fé, dons de cura e operação de milagres.
Tenha a Fé de Deus
O dom da fé é o primeiro dos três dons do poder. Distingue-se das outras formas de fé pelo fato de ser uma manifestação soberana e sobrenatural do Espírito Santo operando por meio do crente.
Em Mateus 21 e Marcos 11, lemos como Jesus, a caminho de Jerusalém com Seus discípulos, chegou a uma figueira à beira do caminho. Jesus estava buscando frutos. Quando Ele descobriu que a árvore não continha frutos, Ele pronunciou uma maldição sobre ela, dizendo: “Nunca mais coma alguém fruto de ti!” (Marcos 11:14). No dia seguinte, passando pela mesma árvore, os discípulos ficaram surpresos ao ver que, em 24 horas, ela havia secado. “Mestre,”, comentou Pedro, “eis que a figueira que tu amaldiçoaste se secou” (Marcos 11:21), ao que Jesus respondeu: “Tende fé em Deus” (versículo 22). Esta é a tradução normal em inglês. No entanto, o que Jesus disse, em sua forma mais literal, foi: “Tende a fé de Deus”. O tipo especial de fé de que estamos falando aqui é a fé que é um dom. Tem sua origem em Deus, não no homem — é um aspecto da própria natureza eterna de Deus. Pelo dom da fé, o Espírito Santo concede uma porção da fé de Deus direta e sobrenaturalmente ao crente. Esta é a fé em um nível divino, tão acima da mera fé humana quanto o céu está acima da terra.
Ao dizer: “Tende a fé de Deus”, Jesus desafiou Seus discípulos a receber e exercer esse tipo de fé, assim como Ele mesmo havia feito. Ele passou a dizer-lhes que com esse tipo de fé eles seriam capazes de realizar muito:
“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito; E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.” (Mateus 21:21)
Em Marcos 11:23, Jesus fala dessa fé não apenas aos discípulos então presentes, mas ao usar as palavras “qualquer que disser”, Ele estende Sua promessa a todos os crentes:
“Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.”
Jesus não estabelece limites para o escopo desse tipo de fé. As frases que Ele usa são abrangentes: “Qualquer que disser… tudo o que disser lhe será feito.” Não há restrição quanto à pessoa que fala ou às palavras faladas. Tudo o que importa é a natureza da fé: deve ser a própria fé de Deus.
Em Lucas 8:22–25, quando Jesus e Seus discípulos cruzaram o Mar da Galileia em um barco, eles foram subitamente surpreendidos por uma tempestade violenta e anormal. Os discípulos acordaram Jesus, que dormia na popa, dizendo: “Mestre, Mestre, perecemos!” O registro continua: “E, ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança”.
Obviamente, a fé que Jesus exerceu aqui não estava no nível humano. Normalmente os ventos e as águas não estão sob o controle do homem. Mas, no momento de necessidade, Jesus recebeu uma transferência especial da própria fé de Deus. Então, por uma palavra proferida com essa fé, Ele realizou o que de outra forma somente Deus poderia ter feito – acalmar instantaneamente a tempestade.
Depois, Jesus perguntou a Seus discípulos: “Onde está a vossa fé?” Em outras palavras, “Por que vocês mesmos não fizeram isto? Por que esperaram por Mim?” Se os discípulos tivessem exercido o mesmo tipo de fé que Jesus teve, acalmar aquela tempestade não teria sido igualmente fácil para eles? Mas no momento de crise, a tempestade despertou medo no coração dos discípulos, excluindo a fé. Jesus, por outro lado, abriu Seu coração ao Pai e recebeu Dele o dom sobrenatural da fé necessária para lidar com a tempestade.
Qualidade não Quantidade
Logo depois, Jesus enfrentou uma tempestade de um tipo diferente — um garoto no ápice de uma crise epiléptica. Jesus lidou com esta tempestade como Ele lidou com a do Mar da Galileia. Ele proferiu uma palavra autoritária de fé que expulsou o espírito maligno do menino. Quando Seus discípulos perguntaram por que eles falharam, Jesus lhes disse claramente: “Por causa de vossa incredulidade”. Então Ele prosseguiu, dizendo: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: 'Passe daqui para acolá', e há de passar; e nada vos será impossível” (Mateus 17:20).
Jesus aqui usa um grão de mostarda como medida de quantidade. Mateus 13:32 nos diz que uma semente de mostarda é “menor do que todas as outras sementes”. Jesus está nos lembrando que não é a quantidade de fé que importa, mas a qualidade. Um grão de mostarda desse tipo de fé é suficiente para mover uma montanha!
Perto do clímax de Seu ministério terreno, do lado de fora do túmulo de Lázaro, Jesus mais uma vez demonstrou o poder das palavras proferidas com esse tipo de fé. Ele clamou em voz alta: “Lázaro, sai para fora” (João 11:43). Este breve comando, energizado pela fé sobrenatural, fez com que um homem que estava morto e enterrado saísse de seu túmulo vivo e bem.
Esse tipo de fé é encontrado no próprio ato da criação:
“Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos. Tema toda a terra ao Senhor; temam-no todos os moradores do mundo. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu.” (Salmos 33:6, 9).
A palavra falada de Deus, energizada por Seu Espírito, foi o agente eficaz em toda a criação.
Quando o dom da fé está em operação, o homem se torna, por um tempo, o canal da própria fé de Deus. A pessoa que fala não é a coisa mais importante - a fé é! Se é a própria fé de Deus em ação, a palavra proferida pelo poder do Espírito através da boca de um crente humano é tão eficaz quanto as palavras ditas diretamente por Deus. Quando um crente opera com esta fé divina, suas palavras são tão eficazes como se o próprio Deus as tivesse falado.
Em todos esses exemplos, a fé sobrenatural foi expressa por meio de uma palavra falada. Por uma palavra falada, Jesus fez a figueira secar, acalmou a tempestade, expulsou o espírito maligno do garoto epiléptico e chamou Lázaro para fora do túmulo. Em Marcos 11:23, Ele estendeu essa promessa a qualquer palavra falada com fé quando disse: “Se alguém disser. . . e crer que acontecerá o que diz. . . assim lhe será feito”.
Às vezes, uma palavra dita em oração torna-se o canal para o dom da fé. Em Tiago 5:15 nos é dito que “a oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará”. Há alguma dúvida quanto ao efeito da oração aqui descrita? Seus resultados são garantidos. A oração com esse tipo de fé dada por Deus é irresistível. Nem a doença nem qualquer outra condição contrária à vontade de Deus pode resistir a ela.
Como exemplo da “oração da fé”, Tiago refere-se a Elias, que por meio de sua oração, primeiro reteve toda a chuva por três anos e meio e depois fez com que a chuva caísse novamente (Tiago 5:17–18). As escrituras deixam claro que dar e reter a chuva é uma prerrogativa divina, exercida pelo próprio Deus (ver Deuteronômio 11:13–17; Jeremias 5:24; 14:22). No entanto, por três anos e meio Elias exerceu essa prerrogativa em nome de Deus. Tiago enfatiza que Elias era “um homem com uma natureza como a nossa” — um ser humano como todos nós. Mas quando ele orava com a fé de Deus, a palavra que ele pronunciava era tão eficaz quanto os próprios decretos de Deus.
Uma fé desse tipo não precisa operar apenas por meio de uma palavra falada. Foi esse tipo de fé sobrenatural que fez com que Jesus andasse no tempestuoso Mar da Galileia (ver Mateus 14:25–33). Ele não precisava falar; Ele apenas caminhou sobre a água. Quando Pedro seguiu o exemplo de Jesus e exerceu o mesmo tipo de fé, ele foi capaz de fazer exatamente o que Jesus estava fazendo — isto é, até desviar o olhar de Jesus para as ondas — e sua fé o abandonou e ele começou a afundar!
A repreensão de Jesus é muito esclarecedora. “Ó homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mateus 14:31). Jesus não repreendeu Pedro por querer andar sobre as águas, mas por perder a fé no meio do caminho. Um amigo meu, o Don Basham, disse uma vez que em cada coração humano existe um desejo divino de dar um passo de fé sobrenatural nos fazendo andar em um plano acima do nível de nossa própria capacidade. Visto que o próprio Deus colocou esse desejo no homem, Ele não nos reprova por isso. Pelo contrário, Ele está disposto a nos dar a fé que nos capacitará a fazê-lo. Ele só fica desapontado quando não mantemos esse tipo de fé por tempo suficiente.
Deus Retém a Iniciativa
Quando a fé sobrenatural é dada em uma situação específica para atender a uma necessidade específica, ela permanece sob o controle direto de Deus, pois é a própria fé de Deus. Ele a dá ou a retém a Seu critério. A fé é como todos os outros dons sobrenaturais e a respeito deles Paulo diz: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Coríntios 12:11). Essa frase-chave no final – “como Ele quer” – significa que o próprio Deus determina quando e a quem Ele concederá cada um desses dons. A iniciativa é de Deus, não do homem.
Isso foi verdade até mesmo no ministério do próprio Jesus. Ele não amaldiçoou todas as figueiras infrutíferas, nem acalmou todas as tempestades, nem chamou cada homem morto para fora de sua tumba e nem sempre andou sobre as águas. Jesus teve o cuidado de deixar a iniciativa nas mãos de Seu Pai. Em João 5:19, Ele disse: “As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”. (Veja também João 14:10). A iniciativa sempre foi do Pai.
Devemos aprender a ser tão reverentes e cuidadosos em nosso relacionamento com o Pai quanto Jesus foi. O dom da fé não está no nosso comando, nem se destina a satisfazer nossos caprichos ou ambições pessoais. É disponibilizado a critério de Deus para realizar fins que se originam nos próprios propósitos eternos de Deus. Não podemos e não devemos tirar a iniciativa de Deus.
Retratado como um “grão de mostarda”, o dom da fé é semelhante a dois dons de revelação: a palavra de sabedoria e a palavra de conhecimento. A sabedoria é diretiva; conhecimento é informativo. Felizmente para nós, Deus, que tem toda a sabedoria e todo o conhecimento, não nos sobrecarrega com tudo isso. Mas em uma situação em que precisamos de direção, Ele sobrenaturalmente fornece uma “palavra” de sabedoria – apenas um pequeno “grão de mostarda” de Seu estoque total de sabedoria. Ou quando precisamos de informações, Ele fornece uma “palavra” de conhecimento – um pequeno “grão de mostarda” de Seu estoque total de conhecimento. Assim é com o dom da fé. Deus tem toda a fé, mas Ele não nos dá tudo que tem. Em determinadas situações, onde precisamos de fé em um nível mais elevado do que o nosso, Deus provê um “grão de mostarda” de Sua própria reserva total.
Equipamento para o Evangelismo
De outro ponto de vista, como vimos anteriormente, o dom da fé está associado aos outros dois dons de poder: o dom de cura e a realização de milagres. Na prática, o dom da fé geralmente serve como um catalisador para colocar os outros dois dons em operação. Vemos isso no ministério de Filipe em Atos 8:5–7:
“E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia; pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em voz alta; e muitos paralíticos e coxos eram curados.”
Na primeira fase do ministério, Filipe expulsou os espíritos malignos. Assim como Jesus em Mateus 17:17–20 e em outros lugares, ele o fez pela palavra falada por meio do exercício do dom da fé. Na segunda fase do ministério de Filipe, os dois dons associados de curas e milagres entraram em operação. Como resultado, milagres foram realizados e paralíticos e coxos foram curados.
Resumo
Em resumo, vemos que o dom da fé é um dos nove dons do Espírito Santo (1 Coríntios 12:7–11) e cada um deles é uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo, habitando no crente e operando por meio dele. No dom da fé, o Espírito Santo nos concede temporariamente uma porção da própria fé de Deus – fé em um nível divino, muito acima do humano. Mais do que a quantidade, importa a qualidade, sendo que um “grão de mostarda” desse tipo de fé é suficiente para mover uma montanha.
O dom da fé geralmente opera por meio de uma palavra falada (às vezes falada em oração) pela qual Jesus fez uma figueira secar, acalmou uma tempestade, expulsou espíritos malignos e chamou Lázaro à vida.
Foi esse tipo de fé que permitiu que Jesus — e Pedro — caminhassem sobre as ondas tempestuosas. Deus implantou no homem um desejo de exercer esse tipo de fé e Ele não nos reprova por fazê-lo. Como Jesus demonstrou, a iniciativa deve ser sempre de Deus. Que sejamos sempre obedientes ao desafio de Jesus em Marcos 11:22, “Tende fé em Deus”, e que utilizemos com sabedoria e eficácia o dom da fé.

இலவச பதிவிறக்கம்
இந்தப் போதனைக் கடிதத்தை தனிப்பட்ட அல்லது தேவாலய பயன்பாட்டிற்காக பதிவிறக்கம் செய்து, அச்சிட்டு, பகிர்ந்து கொள்ளலாம்.
PDF ஐ பதிவிறக்கவும்குறியீடு: TL-L059-100-PO2













