Barreiras para a Bênção

Derek Prince
Published: 2006
Last Updated: அக்டோபர் 2026
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As barreiras espirituais não vêm de Deus, já que Cristo removeu todas as barreiras por meio de Sua morte e ressurreição. A falta de perdão é apresentada como uma barreira à paz, à resposta às orações e à libertação, enquanto o perdão é uma escolha deliberada da vontade.
Muitos cristãos têm barreiras em suas vidas que os impedem de experimentar a realização, a satisfação, a paz, a cura e as bênçãos multiplicadas de Deus. Depois do Calvário, se alguma barreira surgir entre Deus e o homem, será por causa do homem, foi ele que a colocou lá e não Deus. Na morte e ressurreição de Jesus, todas as barreiras, no que se refere a Deus, se desmoronaram. Portanto, se houver algum tipo de barreira espiritual bloqueando seu progresso espiritual - algo que esteja impedindo, frustrando, prendendo ou afastando você da alegria, da paz, da satisfação ou da realização que você deveria e deseja ter - a barreira diz respeito a você, não a Deus. Em minha experiência pessoal, a maior barreira à paz plena e ao descanso perfeito é a falta de perdão.
Em Mateus 18:18–19, temos o que chamo de “departamento de força [energia elétrica] da igreja” — o lugar de toda força, poder e autoridade:
“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.”
Eu creio que esta é a forma que a igreja funciona a nível de célula: dois ou três crentes guiados juntos pelo Espírito em nome de Jesus. O ponto de encontro é o nome de Jesus, e quem os une é o Espírito Santo. Assim funciona uma igreja composta de células.
Na vida física, se a vida da célula for interrompida, o corpo se tornará doente. Eu creio que o mesmo se aplica ao corpo de Jesus Cristo, a igreja. Se a vida celular for interrompida, o corpo todo sofre e já não será mais um corpo saudável.
Nesta estrutura de célula, é da própria célula que germina a vida da igreja. A célula é a parte central, é o coração, e também a fonte de toda a força e poder da igreja. Ninguém precisa de mais força e poder do que o prometido lá: “Se dois de vocês concordarem na terra sobre qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito”. O que mais precisamos do que isso? Ao aplicarmos esses versículos, temos toda a força e poder de que precisamos.
O que quero ressaltar é que essa promessa de força e poder é rodeada e guardada por uma cerca, e você não pode entrar a menos que cumpra as condições. Eu chamo a cerca de “relacionamento saudável”. Ninguém pode pertencer à parte interna da cerca se não estiver num relacionamento saudável com Deus e com o homem. Nos versículos 15–17 desse mesmo capítulo, pouco antes de Jesus fazer essa promessa, Ele falou sobre o que fazer se seu irmão o ofender:
“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.”
Logo após a promessa dos versículos 18–20, Jesus passou a contar a parábola do servo impiedoso, alertando-nos sobre as terríveis consequências de deixarmos de perdoar outro crente. (Veja os versículos 23–35.) Vemos através desses versículos que o lugar secreto de força e poder é cercado pelos relacionamentos saudáveis.
O Servo Implacável
Vamos dar uma olhada nesta parábola significativa.
O primeiro servo da parábola devia dez mil talentos ou, em proporções atualizadas, cerca de 6 milhões de dólares ao seu mestre. Por não poder pagar, estava prestes a ser lançado na prisão. Ele implorou pela misericórdia de seu mestre, que o perdoou livremente por toda a dívida. Mas, ao sair, encontrou um conservo que lhe devia cerca de 17 dólares apenas (usando a proporção atualizada).
“Pague o que me deve,” o homem exigiu.“Não posso, agora”, respondeu o segundo."Bem, vou encerrá-lo na prisão, então.""Espere! Eu vou arranjar os $17 e pagar tudo que devo!"“Não”, ele disse, “se você não pode me pagar agora, vou colocá-lo na prisão.”
Claro, os outros servos ficaram terrivelmente chocados e foram relatar ao seu senhor. “Você conhece o servo a quem perdoou $6 milhões? Ele saiu do seu escritório, encontrou um conservo que não podia pagar os $17 que lhe devia e então jogou o homem na prisão.”
A Bíblia diz que o senhor daquele servo ficou muito zangado. Depois de chamá-lo e perguntar sobre o que havia acontecido, ele disse: “Servo malvado!” (versículo 32). Então ele deu a ordem e “o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia.” (versículo 34). O último versículo diz: “Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (versículo 35). Podemos ver que o último versículo desta história indica claramente que Jesus está se referindo a cristãos professos.
Deixe-me apontar, dois simples fatos: Primeiro, deixar de perdoar os outros é maldade. O Senhor disse: “Servo malvado!” A falta de perdão não é meramente pecado: é maldade. Em segundo lugar, o servo impiedoso foi entregue aos torturadores. E o Senhor disse: “Assim também meu Pai celestial vos fará”. Cristão, se você, de coração, não perdoar a seus irmãos as suas ofensas (qualquer dano, injúria ou dívida), o Senhor Jesus disse que Deus o tratará da mesma forma que o patrão tratou o servo impiedoso, entregando-o aos atormentadores.
Cheguei a entender esta passagem porque, no curso do meu ministério particular, encontrei multidões de cristãos professos nas mãos dos torturadores - em tormento espiritual, mental ou físico. E pensei comigo mesmo: Deus, como pode ser isso? São pessoas que invocam o nome de Jesus, que professam a salvação e reconhecem Jesus Cristo como o seu Senhor. No entanto, elas estão nas mãos do atormentador. Elas estão nas mãos de espíritos malignos - elas não têm paz ou alegria, estão sujeitas ao medo, suas mentes não estão tranquilas e elas vêm a mim em busca de libertação. Estas não são pessoas de fora da igreja, mas de dentro da igreja.
O Senhor me disse: “Elas estão nas mãos dos atormentadores porque eu as entreguei aos atormentadores”. Se Deus colocou alguém nas mãos dos atormentadores, não há criatura na terra que possa tirá-las das mãos dEle. Ninguém. Muitos pregadores estão tentando, e muito mais pessoas estão fazendo com que os pregadores tentem, mas isso não vai acontecer. Se Deus entregou você aos atormentadores, você ficará lá até cumprir as condições de Deus para sair. Você pode obter alívio temporário, mas isso é tudo. Você não pode ter verdadeira paz, libertação ou livramento até que tenha perdoado livremente todos contra quem você já guardou ressentimento ou falta de perdão. Esta é a condição invariável de Deus. Não há como contornar isso.
Oração e Perdão
A Oração do Pai Nosso é um padrão para todos os crentes cristãos. Jesus disse aos Seus discípulos quando Lhe perguntaram como orar: “Portanto, vós orareis assim” (Mateus 6:9). Este é um padrão - não que devamos necessariamente usar as mesmas palavras exatas, mas os princípios serão sempre os mesmos.
Jesus nos disse para orar: “E perdoa-nos as nossas dívidas [ou ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ou aqueles que nos ofenderam]” (versículo 12). Agora você não pode mudar isso. Você tem o direito de pedir perdão a Deus apenas na mesma proporção em que perdoa os outros, mas não mais. Se você não perdoa os outros, Deus não perdoa você.
Esta é a única parte da Oração do Pai Nosso que Jesus achou necessário comentar mais: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14–15). Quero dizer da maneira mais clara e enfática que puder: se houver alguém a quem você não perdoou - não se engane - você não foi perdoado por Deus. Essa é a fonte de todos os seus problemas. Você não tem perdão total.
Em Marcos 11, Jesus falou estas palavras tremendas: “Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.” (versículo 23). Novamente, não há poder maior do que isso; é todo o poder de que precisamos. Além disso, Ele diz: “Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis.” (versículo 24). Você diz: “Maravilhoso!”
Mas espere um minuto! Os próximos versículos dizem: “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.” (versículos 25–26). Isso é absolutamente claro: se você tem alguma coisa contra alguém, perdoe. Agora, perceba bem que “alguma coisa contra alguém” não deixa nada e nem ninguém de fora.
Quero que você observe em Efésios 1:7 (Bíblia King James Fiel 1611) que a redenção é coextensiva ao perdão: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, o perdão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça”. Em outras palavras, se todos os seus pecados foram perdoados, você tem total direito de redenção; mas se houver qualquer área de pecado não perdoado, então você não tem o direito de redenção por completo. Se você tem todos os direitos de redenção, então o diabo não tem poder sobre você e não tem lugar em você. No entanto, se houver alguma área em você onde os direitos de redenção não se aplicam, o diabo sabe. Se houver pecado não perdoado em sua vida, ele sabe que tem uma reivindicação legal sobre você e você não consegue se livrar dele. Você pode gritar com ele, pode pular nele, pode até fazer o pregador orar, mas se ele tiver o direito legal de estar ali, nada o tirará de lá. Portanto, você não pode ter libertação até que tenha perdoado livremente aquela “alguma coisa contra alguém”.
A última petição da Oração do Pai Nosso é uma petição de libertação. A tradução mais precisa diz: “mas livra-nos do mal” (Mateus 6:13). Mas você não tem o direito de fazer essa oração até que tenha orado: “Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Uma vez resolvida a questão do perdão, a libertação não é mais problema. Portanto, lembre-se, se você não tiver um espírito e uma atitude de perdão para com todas as pessoas, o diabo tem direito legal sobre a sua vida.
Sentimentos versus Determinação
Algumas pessoas podem dizer: “Irmão Prince, sinto que não posso perdoar.” Tenho boas notícias para você - você não precisa sentir; você apenas tem que decidir, tem que estar determinado. Não é uma questão de emoção, mas de decisão, de determinação. Grande parte da pregação contemporânea é totalmente mal direcionada porque visa emocionar as pessoas e, portanto, tudo o que produz são emoções. Mas cada pregador que Deus realmente usou para mudar vidas pregou de acordo com a determinação das pessoas. Finney disse: “Não estou interessado em nada que não esteja relacionado à determinação”. Portanto, você não pode se basear no seu sentimento, você tem que estar determinado a perdoar. Se você é um filho nascido de novo de Deus, está ao seu alcance fazê-lo.
Jesus assoprou sobre os Seus discípulos e disse: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e àqueles a quem os pecados retiverdes, lhes são retidos". (João 20:23) (Bíblia King James Fiel 1611). E, se você retém o pecado de uma pessoa, você é retido em seu próprio pecado, você é amarrado por uma corda a essa pessoa. Você pode ter se divorciado de seu marido há vinte anos, mas se não o perdoou, ainda está ligada a ele.
A coisa mais ridícula aconteceu uma vez em uma pequena reunião. Uma senhora veio até mim e disse: “Irmão Prince, quero que você ore por mim. Veja, eu moro num lugar onde todo mundo bebe cerveja. Somos a única família do bairro que não bebe cerveja. Quero sair dali.”
Cada frase que ela falava continha a palavra cerveja. Depois de algum tempo, eu disse a ela: “Irmã, você percebe que é uma alcoólatra ao contrário? Você está tão envolvida com a cerveja quanto o homem que é escravo de beber! Se você se mudasse para outra área, não acredito que as coisas seriam melhores, porque o problema não está nas pessoas, está em você.”
Então eu perguntei a ela sobre seu marido: “Você o perdoou?”“Sim,” ela disse. “Ele costumava beber cerveja, mas agora está salvo e eu o perdoei.”“Isso é maravilhoso”, respondi. “Existe alguém que você não perdoou?”“Eu não consegui perdoar o dono do bar!”“Oh,” eu disse, “isso é muito ruim. Se você não pode perdoar o dono do bar, então Deus não pode perdoá-la.”
Então eu disse a ela para se sentar e decidir se ela poderia perdoar o dono do bar ou não. Em cerca de quinze minutos, ela voltou e disse: "Eu decidi.""O que você vai fazer?"“Vou perdoá-lo.”
Então eu a conduzi em uma oração: “Senhor, eu perdoo o dono do bar assim como quero que o Senhor me perdoe.” Quando ela fez aquela oração, seu fardo foi aliviado. Um profundo suspiro saiu dela, e ela começou a soluçar. Os nós foram desatados e dez minutos depois ela saiu daquele lugar abraçada a todos. Que típico! Imagine como deve ser ruim deixar o dono de um bar estragar tudo para você! E, no entanto, isso é tão típico de uma multidão de fiéis.
O perdão é simples. É um ato de determinação e uma expressão dos lábios. Você decide; você diz; e é isso. Nomeie a pessoa. “Senhor, eu perdoo meu marido; Eu perdoo meu genro”. Seja específico. “Como eu quero que o Senhor me perdoe, eu os perdoo.” Você diz e pronto. Não volte a se ressentir nem mais uma vez. Se essa tentação surgir, diga: “Senhor, na sexta-feira eu o (a) perdoei”. Já está resolvido.
Se ainda assim sentir ressentimento, comece a orar pela pessoa envolvida. Você não pode se ressentir de alguém e orar por ela ao mesmo tempo. Ao orar, você substitui o negativo pelo positivo.
Se você deseja ser perdoado, Deus exige que você perdoe os outros. Se você deseja que suas orações sejam respondidas, você deve perdoar. Se você deseja experimentar a alegria, a paz e a realização que deveria ter como cristão, o perdão deve estar em operação em sua vida. É você quem escolhe! Você pode optar por permitir que a falta de perdão arruíne sua vida ou pode decidir, com bastante determinação, perdoar e ser libertado.

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