Humanismo: Precursor do Anticristo

Derek Prince
Published: 1994
Last Updated: செப்டம்பர் 2026
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O humanismo exalta a humanidade acima de Deus e rejeita a Sua autoridade. Derek Prince detecta suas raízes no pensamento grego e adverte que este engano prepara o caminho para o Anticristo. As Escrituras exortam o povo de Deus a manter-se firme na Sua Palavra, a amar a verdade e a resistir à mentira de auto-exaltação de Satanás.
“Porque nós não estamos lutando contra gente feita de carne e sangue, mas contra pessoas sem corpos - os reis malignos do mundo invisível, esses poderosos seres satânicos e grandes príncipes malignos das trevas que governam este mundo; e contra um número tremendo de maus espíritos no mundo espiritual.” (Ef. 6:12, Bíblia Viva)
Na carta de ensino anterior, refletimos sobre as qualidades de quem está preparado para reinar com Cristo. Agora, trataremos da necessidade de reconhecer a natureza espiritual da batalha.
Como seguidores de Jesus Cristo, estamos envolvidos em um conflito que abrange tanto o céu quanto a terra. As forças que nos confrontam são “pessoas sem corpos” —poderes espirituais do mal no reino invisível que se opõem à verdadeira justiça e procuram estabelecer o domínio de Satanás sobre o mundo inteiro.
Nossa responsabilidade neste conflito é única, porque Cristo confiou somente a nós a visão espiritual e as armas que podem nos dar a vitória. Os governos e os exércitos deste mundo, operando apenas no plano natural, não têm compreensão do conflito e não têm poder para lidar com as forças satânicas nas regiões celestiais. Pelo contrário, sem perceber, eles próprios são manipulados e controlados por essas forças.
Um requisito essencial para a vitória é identificar a natureza das forças que estão em ação em qualquer situação. Nos últimos meses, enquanto tenho meditado sobre o que tem acontecido no mundo - e especialmente nos EUA e em Israel - acredito que Deus me mostrou a identidade do poder maligno e enganoso que Satanás planeja usar para consumar seus propósitos no fim desta era. É o humanismo.
Sempre pensei no humanismo como algo relativamente inofensivo. Quando consultei um dicionário, fiquei surpreso com sua definição:
“Negação de qualquer poder ou valor moral superior ao da humanidade; rejeição da religião em favor de uma crença no avanço da humanidade através de seus próprios esforços.”
Percebi que o humanismo não é espiritualmente neutro. Pelo contrário, é uma negação e rejeição deliberada do poder e autoridade de Deus. É uma crença antirreligiosa. Por esta razão, pode ser - e muitas vezes é - ensinado em sistemas educacionais, como o dos EUA, que proíbem o ensino de religião.
Decidi rastrear o humanismo através da história, começando com o sonho de Nabucodonosor de uma imagem com cabeça de ouro, peito e braços de prata, barriga e coxas de bronze e pernas de ferro. Daniel interpretou isso como uma previsão de quatro impérios gentios que surgiriam em sucessão. A cabeça era a Babilônia; o peito e os braços eram a Média-Pérsia; a barriga e as coxas eram a Grécia; as pernas eram Roma (Dan. 2:31–40).
Um fator chave me impressionou: os órgãos reprodutivos estavam na área identificada com a Grécia. Com minha formação em filosofia grega, isso se tornou particularmente vívido para mim. Percebi que foi a Grécia — mais do que qualquer outro império — que, por meio de sua filosofia, se reproduziu nas culturas subsequentes.
Dois dos primeiros filósofos gregos de quem temos registro são Heráclito e Protágoras. Três de seus princípios declaram:
- “Todas as coisas fluem”
- “Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio”
- “O homem é a medida de todas as coisas”
É incrível como essas três frases resumem a essência do humanismo. Eles afirmam que tudo é relativo; não há absolutos morais ou legais; e o homem é a maior autoridade no universo.
Está fora do âmbito deste estudo analisar como este pensamento moldou, primeiro, os conceitos da Europa, e depois, através da Europa, os conceitos da “civilização” contemporânea. Os gregos idolatravam a mente humana. O conceito que Aristóteles tinha de Deus era uma mente perfeita contemplando a si mesma – porque nada menos do que isso era digno de sua contemplação. A partir disso, toda a filosofia do racionalismo foi se desenvolvendo.
Além da filosofia, outro elemento principal da cultura grega era a ênfase nas competições atléticas. Seus Jogos Olímpicos representavam o que era, de fato, uma idolatria da proeza atlética, que voltou à vida no século atual. Os programas de TV mais vistos hoje são as grandes competições esportivas internacionais.
Os gregos também tendiam a rebaixar o relacionamento matrimonial entre um homem e uma mulher e a ver um relacionamento homossexual entre dois homens como sendo mais “intelectualmente satisfatório”. Nas estátuas, a forma masculina idealizada geralmente era representada nua, enquanto a feminina era envolta em algum tipo de manto.
Os chamados “deuses” da Grécia exibiam todas as falhas morais da humanidade: luxúria, imoralidade, ciúme, vingança e engano – uma completa ausência, de fato, de qualquer código moral obrigatório. Isso deixou o homem livre para ser seu próprio deus e estabelecer seu próprio código moral. Afinal, não se pode esperar que nenhum povo viva acima do nível de seus próprios deuses.
Todos esses efeitos do humanismo grego têm sido cada vez mais evidentes em nossa cultura ocidental ao longo do presente século. Em 1992, no entanto, o espírito do humanismo lançou uma onda de ataques contra os EUA e Israel. Quase simultaneamente, uma nuvem de densa escuridão espiritual desceu sobre ambas as nações.
Nas eleições nacionais daquele ano, a força espiritual que levou ao poder tanto o governo de Clinton nos EUA quanto a Coalizão Trabalhista em Israel foi o humanismo puro e evidente. Ambas as administrações representavam uma rejeição aberta e deliberada das leis justas de Deus e das alianças que Ele fez com o homem, primeiro por meio de Moisés e depois por meio de Jesus Cristo. Eles demonstraram que, levado ao extremo, o humanismo acreditará em tudo, menos na verdade e tolerará tudo, menos a justiça.
Essa exaltação do homem é a força que finalmente dará origem ao Anticristo, cujo nome é o número de um homem (Ap 13:18), o homem do pecado, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus (2 Tessalonicenses 2:3–4).
As escrituras revelam que ele colocará sob seu domínio todos os que recusaram o amor da verdade. Por isso Deus lhes enviará uma poderosa ilusão para que acreditem na mentira—a mentira original, isto é, com a qual Satanás enganou nossos primeiros pais: “Sereis como Deus...” ou “como deuses.” Essa exaltação do homem no lugar de Deus dará início à “grande tribulação” — um período de agonia mundial tão terrível que excederá até mesmo o holocausto de 1939–1945 (Mateus 24:21–22).
Antes deste período final de tribulação, no entanto, Deus ainda tem propósitos tremendos para realizar, tanto para Israel quanto para a Igreja. Uma colheita de misericórdia precederá a colheita de julgamento. A preparação de Deus para isso é revelada em Zacarias 9:13: "Levantarei os filhos de Sião contra os filhos da Grécia (...)”.
Os “filhos da Grécia” são aqueles que abraçam o engano do humanismo. Os “filhos de Sião” são aqueles que se firmam na infalível Palavra de Deus, abraçando tanto suas promessas quanto suas alianças. Eles serão retirados tanto do Israel natural quanto da Igreja professa. Deles será dito: “Eles o venceram [Satanás] pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, e não amaram as suas vidas até à morte.” Eles serão pessoas com uma prioridade distinta; fazer a vontade de Deus será mais importante para eles do que se apegar à própria vida.
Diante desse desafio, cada um de nós precisa se perguntar: Estou pronto para assumir minha posição como um dos filhos de Sião?
Se formos comparar, as forças do humanismo são muito mais numerosas do que as nossas. No entanto, podemos ganhar coragem com o exemplo de Asa, rei de Judá. Ao enfrentar a invasão de um exército esmagadoramente superior, sua oração de desespero transformou uma perfeita derrota em uma completa vitória. Para nós hoje, sua oração fornece um padrão maravilhoso para combater as forças arrogantes do humanismo.
“Senhor, não há ninguém como tu para ajudar os fracos contra os poderosos. Ajuda-nos, ó Senhor, ó nosso Deus, pois em ti pomos a nossa confiança, e em teu nome viemos contra este imenso exército. Ó Senhor, tu és o nosso Deus; não deixes o homem prevalecer contra ti". (2 Crônicas 14:11, NVI)
Então, vamos permanecer juntos em oração!

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