In the last four teaching letters of the Standing Strong series, we have studied the theme of endurance. The final two teachings in the series explore the authority of God's Word.

Quando se consulta um médico, quer-se ter a certeza de que ele sabe exatamente o que está a dizer. Espera-se que os médicos sejam capazes de dizer- nos como prevenir as doenças, remediar a dor ou o mal-estar quando necessário e como permanecer saudáveis e em forma. Queremos que eles tenham muita experiência na sua especialidade, mas também que tenham tido o estudo e o treino apropriado. Quantos de nós iríamos a um médico que nunca tivesse concluído o curso de medicina, estudado os livros ou que não se mantivesse atualizado acerca das mais recentes pesquisas científicas? Estaria esse indivíduo devidamente preparado para ajudar as outras pessoas?

O mesmo aplica-se a nós, cristãos. Podemos ter toda a “experiência de campo” possível e imaginária, mas se não tivermos estudado O Livro – se não confiarmos no manual da autoridade – não seremos bem-sucedidos em viver a vida abundante. Pode defender uma filosofia razoável e pensamentos nobres sobre Deus todo o dia, mas se não estiver enraizado na Sua Palavra, as suas palavras não serão de confiança. Não há forma de dar a volta a isto: a nossa vida cristã tem de ser construída sobre os alicerces da Palavra de Deus.

Existem duas aplicações nas Escrituras sob o título “a Palavra de Deus”. Uma é a própria Bíblia (a Palavra de Deus escrita) e a outra é Jesus Cristo (a Palavra de Deus em pessoa). Cada uma delas é chamada “a Palavra de Deus”. Se desejamos estar corretamente relacionados com Jesus, temos de estar corretamente relacionados com a Bíblia. Então, vamos descobrir a autoridade e o poder da Palavra de Deus.

De Quem É Esta Palavra?

A Palavra autoridade vem da palavra autor. A autoridade de qualquer trabalho é a autoridade do seu autor. É o autor que dá autoridade ao que quer que ele produza. Por isso é importante conhecer a identidade do autor da Bíblia.

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16- 17) (ARIB, Almeida Revisada Imprensa Bíblica)

Se deseja ser perfeito e plenamente preparado/totalmente equipado para toda a boa obra, a fonte de tudo isto são: as Escrituras. Paulo também diz “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” A palavra grega para “inspirada por Deus” é definida como “respirada” ou “soprada por Deus”. A palavra para “fôlego” ou “sopro” e a palavra para “espírito” são idênticas. Paulo está a dizer, “Toda a Escritura é soprada pelo Espírito de Deus”. A autoridade por detrás da totalidade das Escrituras é a autoridade do Espírito Santo. Ele é, em última análise, o autor. Ele usou muitos instrumentos diferentes, mas a autoridade do Espírito Santo – que é o próprio Deus – dirigiu cada um deles. Quando nos alimentamos das Escrituras, estamos a alimentar-nos da autoridade do próprio Deus.

Paulo também ressalva que todas as Escrituras são inspiradas, não apenas algumas. Não podemos dar-nos ao luxo de separar os textos que consideramos valiosos, dos demais. O próprio Espírito Santo declarou que toda a Escritura é inspirada por Deus e que toda a Escritura é proveitosa. Não existem livros que possamos deixar de parte ou considerar sem importância. Não nos foquemos apenas em algumas passagens mais conhecidas das Escrituras e pensemos que só estas é que importam.

Se quer ser equipado - e permanecer equipado – então tem de confiar na totalidade das Escrituras. Verá que será cada vez mais fortalecido ao meditar, estudar e aplicar a Palavra de Deus. Jesus disse que nós precisamos de escutar e fazer o que a Palavra de Deus nos ensina; não apenas escutar, mas escutar e fazer.

Poderá dizer: “Mas os homens que escreveram a Bíblia eram, em muitos casos, fracos e falíveis. E a Bíblia até regista muitos dos seus pecados.” E teria razão. Eu acredito que isto é uma marca da exatidão da Bíblia – que Ela regista os pecados daqueles que A escreveram. Muitas pessoas hoje em dia omitiriam os seus pecados e tentariam apresentar-se como sendo infalíveis. Os escritores da Bíblia não fizeram isso. Até David, que escreveu a maioria dos salmos, registou os seus graves pecados para que todos lessem.

Então como pode a Bíblia ser infalível se as pessoas que A escreveram eram falíveis? Há uma resposta maravilhosa a esta pergunta num simples versículo:

“As palavras do Senhor são palavras puras,

Aqui está uma imagem de como as pessoas costumavam purificar o metal. Construíam uma fornalha de barro, acendiam o lume e colocavam o metal dentro, para ser purificado. Temos três coisas nesta ilustração: a fornalha de barro, que é o instrumento humano, somente barro; o fogo, que é o Espírito Santo, que purifica a prata, que é a mensagem. Isto demonstra como homens e mulheres falíveis podem ser canais para produzir uma Palavra de Deus inspirada e autoritária. O barro é o recipiente humano, o fogo é o Espírito Santo e a prata – purificada sete vezes, absolutamente pura – é a mensagem de Deus.

A Bíblia, apesar de ter vindo até nós através de recipientes de barro – homens e mulheres fracos, falíveis, com pecados – foi purificada sete vezes pelo fogo do Espírito Santo. Ela é totalmente fiável.

Jesus E A Palavra

Precisamos de compreender a atitude do próprio Jesus perante a Bíblia, porque para nós que somos os Seus discípulos, Ele é o padrão. Como é que Ele se relacionou com a Bíblia? Vejamos a Sua resposta numa discussão com líderes Judeus:

“Se ele chamou ‘deuses’ àqueles a quem veio a palavra de Deus (e a Escritura não pode ser anulada)” (João 10:35)(NVI, Nova Versão Internacional)

Aqui Jesus dá à Bíblia os dois títulos que os Seus seguidores têm usado desde então: a Palavra de Deus e a Escritura. Onde Ele usa “a Palavra de Deus”, quer dizer que ela provém de Deus. Ela não vem de homens, mas do céu, de Deus. E onde diz “a Escritura”, refere-se ao que foi registado pela escrita. Deus disse muitas coisas que não foram registadas pela escrita, mas as que estão inseridas na Bíblia, estão lá para o nosso benefício. Elas contêm tudo o que necessitamos de saber para a nossa salvação.

A atitude de Jesus está resumida na afirmação: “...a Escritura não pode ser anulada.” Nada consegue exprimir a autoridade das Escrituras de forma mais completa do que esta simples frase.

Vejamos como Jesus usou as Escrituras. Ele é o nosso padrão. Veremos o que aconteceu quando Jesus estava no deserto a ser tentado por satanás. O final do terceiro capítulo de Mateus regista o batismo de Jesus no rio Jordão.

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:16-17)(ACF)

Nós poderíamos pensar que, após isto, Jesus iria ter uma vida fácil, já que Ele tinha a afirmação/confirmação tanto do Pai, como do Espírito – juntamente com o do profeta João o Batista. Mas não seria bem assim.

Depois deste sereno e poderoso encontro, Jesus deu por Si no deserto, em jejum, durante quarenta dias, e a ser tentado por satanás. Por favor, não pense que a bênção de Deus tornará sempre a sua vida mais fácil. A realidade é que, de certa forma, até poderá torná-la mais difícil, pois satanás opõe-se mais firmemente àqueles que Deus ungiu.

Lucas diz que Jesus foi guiado pelo Espírito para o deserto (Lucas 4:1), mas no termo dos quarenta dias, Ele saiu no poder do Espírito (v. 14). Repare na diferença. Uma coisa é ser guiado pelo Espírito; outra coisa é mover e operar no poder do Espírito. Jesus não moveu, operou no poder do Espírito até que teve o Seu conflito com satanás e venceu. De certa forma, cada um de nós necessitará de percorrer este mesmo caminho. Teremos de vencer a tentação e a oposição, de forma a podermos mover-nos no poder do Espírito Santo.

Quando satanás veio a Jesus, em Mateus 4, a primeira coisa que ele tentou Jesus a fazer, foi a duvidar. Essa é quase sempre a aproximação inicial de satanás. Ele não nega imediatamente a Palavra de Deus; ele vai questioná-La ou levará a que duvide dEla. Atente para a primeira coisa que satanás disse a Jesus:

“E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.” (Mateus 4:3)(ACF)

Lembre-se que Deus tinha acabado de falar do céu, dizendo: “Este é o meu Filho amado.” Mas satanás estava a desafiar Jesus para duvidar do que Ele tinha ouvido de Deus. “Se és o Filho de Deus, então faz alguma coisa para o provares. Manda que estas pedras se transformem em pães.”

“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4:4)(ACF)

Isto é muito importante. Jesus lidou com a tentação, confrontando-a com a Palavra escrita de Deus. “Está escrito.” Não julgue que é suficientemente esperto para discutir com o diabo. Ele já anda neste ramo há muito, muito tempo. Não tente convencê-lo com os seus argumentos. Em vez disso, confronte-o com as Escrituras. De cada vez que Jesus foi tentado, Ele respondeu com “Está escrito”. E sempre que Jesus o dizia, satanás mudava de assunto. Ele sabia que não tinha qualquer resposta para as Escrituras. Não seja tentado a vencer satanás pelos seus próprios meios. Apenas responda-lhe com a Palavra escrita de Deus. As Escrituras têm autoridade. Aceite-A. Viva por Ela. Responda ao diabo com Ela. Ele não consegue responder à Palavra escrita de Deus.

Em Efésios 6:17 Paulo diz: ”Tomai também ... a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; (ACF) Existem duas palavras gregas para “palavra”: uma é logos e a outra é rhema. Logos é o completo e eterno conselho de Deus. Rhema é uma palavra falada por Deus. Esta é a palavra usada em Efésios 6:17: “tomai... a espada do Espírito, que é a (rhema, a falada) palavra de Deus.” Quando enfrenta satanás, tem de o confrontar falando a Palavra de Deus.

A Bíblia não o protegerá se estiver apenas a enfeitar a prateleira ou a mesinha de cabeceira. Ela só funciona quando A cita. É preciso pô-La na sua boca e recitá- La por si mesmo. Então Ela torna-se uma espada afiada da qual satanás recua. Ele não tem resposta para Ela.

Vejamos o que Jesus disse sobre a autoridade da Palavra escrita de Deus, quando falava sobre o que nós chamamos o Antigo Testamento:

“Não cuideis [penseis] que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mateus 5:17-18)(ACF)

A palavra traduzida para o português como “jota”, no Hebraico moderno, é yod, semelhante a um apóstrofo, o símbolo mais pequeno do alfabeto. “Til” (keraia) é uma pequena curva que se coloca sobre uma letra para a distinguir de outra letra semelhante. Estes são os dois itens mais pequenos usados no texto escrito em Hebraico, e Jesus disse que nenhum deles jamais passaria. Ele não estava a referir-se à palavra falada por Deus, naquele momento, porque as palavras “jota” (yod) e “til” (keraia) só se aplicam ao que está escrito. Então, Jesus confirmou de forma absoluta a total autoridade da Palavra escrita de Deus.

Um pouco mais à frente, bem perto do fim do Seu ministério, Jesus estava a lidar com os Saduceus, que eram os liberais daqueles dias, as pessoas que não aceitavam a autoridade da totalidade das Escrituras. Na verdade, eles apenas aceitavam a autoridade dos primeiros cinco livros, o Pentateuco. Eles desafiavam o ensino de que haverá uma ressurreição dos mortos e vieram a Jesus com uma pergunta esperta, mas isto foi o que Jesus lhes respondeu:

“E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.” (Mateus 22:31-32)(ACF)

Reparem como Jesus aplicou as Escrituras. Estas palavras foram escritas por Moisés catorze séculos antes. Foram palavras faladas por Deus diretamente a Moisés. Mas Jesus não falou acerca delas como algo que tinha sido dito a Moisés catorze séculos antes. Ele disse: “... não tendes lido o que Deus vos declarou?” As Escrituras nunca estão desatualizadas. Elas nunca são somente o registo da esperteza humana. Elas são inspiradas por Deus. E mesmo que tenha sido Deus a falar há três mil anos atrás, ainda é Deus a falar- lhe hoje. Essa é a autoridade das Escrituras, tal como Jesus a compreendia.

Autoridade Do Novo Testamento

A autoridade por detrás do Novo Testamento é a mesma por detrás do Antigo Testamento. Vamos dar uma olhadela a Jesus com os Seus discípulos. Ele está a prepará-los para o facto de ter de partir:

“Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14:25-26)(ACF)

A autoridade por detrás dos escritos dos apóstolos é a autoridade do Espírito Santo. E Jesus disse que Ele faria duas coisas: “O que quer que Eu não vos tenha ensinado, Ele ensinar-vos-á; e o que quer que Eu vos tenha dito, que tenhais esquecido, Ele vos trará à memória.” Portanto, o registo dos evangelhos não depende da memória humana, depende da verdade do Espírito Santo.

Deixe-me apontar que Jesus quebra as regras gramaticais para enfatizar que o Espírito Santo não é uma “coisa”, mas uma “pessoa”. De acordo com a gramática grega, Ele deveria ter usado a preposição o (isto), mas não o fez, Ele disse Ele. É vital compreendermos que o Espírito Santo não é apenas uma “coisa”, Ele é um “Ele”, uma pessoa, e precisamos de relacionarmo-nos com Ele como uma pessoa.

Em João 16, Jesus revela outra característica importante do Espírito Santo:

“... porque [Ele] não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” (João 16:13-14)(ACF)

O Espírito Santo glorifica sempre Jesus. Se alguma vez se confrontar com manifestações espirituais que não glorificam Jesus, mas dão glória a um homem ou em qualquer outra direção, pode ter a certeza que não é o Espírito Santo. O ministério supremo do Espírito Santo é revelar e dar glória a Jesus. A Bíblia diz que devemos testar os espíritos e que podemos testar se algo é do Espírito Santo, pois só o é, se glorificar Jesus. Se não o fizer – pode até parecer muito bom ou espiritual, pode ser revelado em alta voz – então não é do Espírito Santo, porque Ele não glorificará nada ou ninguém além de Jesus. Estou particularmente atento a isto. Examino-me constantemente e pergunto- me: “Estou a dar glória a Jesus ou tento persuadir as pessoas que Derek Prince é alguém importante?” Derek Prince é apenas um pecador salvo pela graça de Deus.

Na próxima carta de ensino exploraremos mais acerca da natureza da Palavra de Deus. Ajudá-lo-ei a descobrir o seu extraordinário poder e os efeitos que ela pode ter na sua vida.

Como
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