Um Vigia Para Uma Nação

Teaching Legacy Letter
*First Published: 2002
*Last Updated: março de 2026
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Em Ezequiel 3:16-21, o profeta conta como Deus fez dele um vigia para o Seu povo de Israel. Ele explica que se uma nação envereda por um percurso em oposição ao propósito revelado por Deus, a responsabilidade do vigia é avisar a sua nação. Se a nação prestar atenção e se arrepender, será salva. Se não prestar atenção, virá o julgamento de Deus, mas o vigia por si próprio salvará a sua própria alma.
Como os servos de Deus hoje, somos responsáveis por levar a Sua mensagem a todas as nações como registado em Jeremias 31:10:
“Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas ilhas longínquas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho.” (ACF, Almeida Corrigida Fiel)
O Senhor está a avisar as nações para que não se oponham aos seus propósitos de reagrupar Israel, mas para cooperarem com eles.
Em Zacarias 2:8, Deus avisa as nações: “... porque aquele que tocar em vós [Israel] toca na menina do seu [Deus] olho.” (ACF) A menina dos olhos é a parte mais sensível de todo o corpo. É a parte que mais rapidamente defendemos. É assim que Deus reage a qualquer ameaça sobre Israel.
Nos últimos meses, praticamente todas as nações da Europa tomaram a sua posição contra Israel. Em toda a evolução da história da Europa, não consigo lembrar-me de uma única ocasião na qual todas as nações estivessem de acordo sobre alguma coisa. Tal acordo neste caso foi sobrenatural. Foi o trabalho do espírito do anticristo, a preparar as nações para resistirem ao estabelecimento do Reino de Deus. É natural perguntar: Será que Deus tinha os Seus “vigias” nessas nações? Eles os avisaram?
No próprio Israel, a tarefa do vigia é lembrar o povo da sua responsabilidade única para com Deus como registada em Amós 3:2: “De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades.” (ACF) Se Israel falhar em cumprir a sua responsabilidade dada por Deus, Ele avisa-os que os julgará severamente. Milhares de anos de história dão testemunho desta verdade.
Isto, contudo, não é o fim da história. Deus enfaticamente declara que no seu tempo designado irá reunir e restaurar Israel como um povo. Além disso, Ele pede às outras nações para fazerem a sua parte nesta restauração de Israel. Este é um tema importante na mensagem de Paulo aos crentes gentios em Romanos 11:13-15 e 25-27:
“Estou falando a vocês, gentios. Visto que sou apóstolo para os gentios, exalto o meu ministério, na esperança de que de alguma forma possa provocar ciúme em meu próprio povo e salvar alguns deles. Pois se a rejeição deles é a reconciliação do mundo, o que será a sua aceitação, senão vida dentre os mortos?” (NVI, Nova versão Internacional). “Irmãos, não quero que ignorem este mistério [que sejam ignorantes acerca deste mistério], para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento [cegueira] em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados’”. (NVI)
Infelizmente, encontro hoje tantos cristãos que são “presunçosos”. Eles pensam que sabem melhor do que Deus como Ele deveria lidar com o povo judeu.
Paulo está aqui a reafirmar em Romanos o que Deus já claramente disse em Jeremias 32:37-41:
“Eis que eu os [Israel] congregarei de todas as terras, para onde os tenho lançado na minha ira, e no meu furor, e na minha grande indignação; e os tornarei a trazer a este lugar [a terra de Israel], e farei que habitem nele seguramente. E eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus; E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias [para sempre, ARIB], para seu bem, e o bem de seus filhos, depois deles. E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim. E alegrar-me-ei deles, fazendo-lhes bem; e plantá-los-ei nesta terra [Israel]firmemente, com todo o meu coração e com toda a minha alma.” (ACF)
As expressões “todos os dias/para sempre” e “eterna” torna claro que Deus não está a falar acerca de uma restauração temporária de Israel, mas acerca de os estabelecer na sua própria terra como um facto permanente e irrevogável. Para além disso, Deus diz que Ele fará isto com “todo o meu coração e com toda a minha alma.” Seria presunção da parte de qualquer nação resistir a algo que Deus faz com todo o Seu coração e alma. Acredito que a minha própria nação, Grã-Bretanha, descobriu isto à sua custa quando estava a administrar o Mandato das Nações Unidas sobre a Palestina. Acontece que eu estava a residir em Jerusalém nessa altura, e fui uma testemunha ocular das várias maneiras em como as forças britânicas de ocupação opuseram-se à transição para um estado judeu.
O propósito de Deus, contudo, vai para além de restaurar e restabelecer Israel como uma nação na sua própria terra. Deus, em última análise, fará deles o instrumento do Seu julgamento sobre as outras nações. Em Jeremias 51:20-23, Deus está a falar para Israel e diz:
“Tu me serves de martelo e de armas de guerra; contigo despedaçarei nações, e contigo destruirei os reis;... e contigo despedaçarei governadores e magistrados.” (ARIB, Almeida Revisada Imprensa Bíblica)
Além disso, em Isaías 60:12, Deus garante a Israel um lugar proeminente entre as nações:
“Porque a nação e o reino que não te servirem [Israel] perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas.” (ACF)
As nações que se opõem aos propósitos de Deus para Israel são responsáveis pelo julgamento que trarão sobre si próprias. Não interessa quão fortes ou prósperas essas nações possam parecer, elas não terão lugar permanente na história. Elas estão no seu caminho de saída.
Estas promessas são feitas a Israel não com base nos seus próprios méritos, mas para honrar o trabalho de redenção de Jesus o Messias, e porque Ele fez de Israel o Seu povo. “E há de suceder, ó casa de Judá, e ó casa de Israel, que, assim como éreis uma maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis uma bênção ...” (Zacarias 8:13)(ARIB). “Não é semelhante a estes [nações dos gentios] aquele que é a porção de Jacó; porque ele [o Senhor] é o que forma todas as coisas, e Israel é a tribo da sua herança...” (Jeremias 10:16)(ARIB).
As Escrituras aguardam o dia em que: “... dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo:” Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco”. (Zacarias 8:23)(ARIB).
Sente-Se Responsável?
Deixe-me perguntar-lhe: Sente-se responsável pela sua nação — qualquer que seja?
Da minha parte, tenho a cidadania dos Estados Unidos, mas a nação com a qual tenho-me identificado durante toda a minha vida é a Grã-Bretanha. Nunca encontrarão alguém mais “britânico” do que eu. Todos os meus parentes do sexo masculino que conheci pessoalmente foram oficiais do Exército Britânica. O meu pai reformou-se como Coronel, o meu tio como Brigadeiro e o meu avô como Major-General. Eu fui educado em dois redutos da “tradição Britânica”—Eton e Cambridge. Quase durante dez anos, tive uma bolsa no King’s College, em Cambridge. Na II Guerra Mundial, servi cinco anos no Exército Britânica.
Não tenho vergonha de dizer que preocupo-me com a Grã-Bretanha. Estou profundamente grato por todas as bençãos que recebi através dos Estados Unidos, mas não estou preparado para rejeitar a Grã-Bretanha. Acredito que o desejo de Deus é abençoar estas duas nações onde fala–se inglês, as quais abriram o caminho para levar o Evangelho a inúmeras outras nações. Mas acredito, de acordo com as Escrituras, que elas determinarão o seu destino pela forma como relacionam-se com os propósitos de Deus para com Israel.
Quando me preparava para escrever esta carta, um músico cristão entregou-me as palavras deste hino escrito por John Wesley:
Baseado em Isaías 66:19,20
Deus Todo-Poderoso do amor,
Coloca o sinal de atração,
E convoca quem Tu aprovas
Para mensageiros divinos.
Da semente favorecida de Abraão
Teus novos apóstolos escolhes,
Em ilhas e continentes para espalhar
A nova que vivifica os mortos.
Os arrebatados da chama,
Por todas as nações envia,
O verdadeiro Messias para proclamar,
O Amigo universal.
Para que todos que a Deus desconhem
Aprendam dos judeus a adorar,
E ver a Tua glória no Teu Filho,
Até que o tempo não exista mais.
Oh, que o grupo escolhido
Que agora os seus irmãos possam trazer,
E os reuna de todas as terras,
Para os ofertar ao Rei de Sião!
De toda a antiga raça
Ninguem seja deixado para trás
Mas cada um, impelido por secreta graça,
Encontre o seu caminho para Canaã.
Sabemos que deve ser feito,
Pois Deus falou a palavra:
E o Salvador possuirá todo o Israel,
Restaurado ao seu primeiro estado;
Reconstruída por Sua ordem
Jerusalém erguer-se-á;
O seu templo em Moriah está em pé
Mais uma vez, a tocar os céus.
Envia então os Teus servos,
Para chamar os hebreus para casa;
Do ocidente e do oriente,
do Sul, e do Norte,
Que venham todos os errantes;
Onde quer que em terras desconhecidas
Os teus fugitivos permanecem,
Ordena todas as criaturas para os ajudar,
A conquistar o Teu santo monte.
Uma oferenda ao seu Deus,
Que todos sejam vistos ali,
Aspergidos com água e com sangue,
De alma e corpo limpos;
Com as miríades(número indeterminado) de Israel seladas,
Que todas as nações se reúnam,
E mostrem o Teu mistério cumprido,
A família completa!
À medida que os li, fiquei surpreso ao ver como Wesly de forma tão exata compreendeu e expressou a verdade bíblica acerca do reagrupamento de Israel no fim dos tempos. Quero desafiar-vos, meus irmãos e irmãs Metodistas - o que fizeram com esta verdade revelada ao vosso fundador? Nunca foi mais urgente e necessária do que hoje.
Mas esta revelação não diz respeito apenas aos Metodistas. Todos os cristãos comprometidos têm uma responsabilidade de testemunhar - cada um na sua própria nação - acerca do pleno conselho de Deus no que diz respeito a Israel e as nações.
Código: TL-L036-100-POR